a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  sexta-feira, 30 de julho de 2010
Sobre dias como o de hoje

E um lindo dia, com tempo gostoso, céu aberto, sol forte e um vento sutil no último dia de férias pode ficar ainda melhor. Pode ficar melhor se você resolver almoçar com aquela pessoa que você adora, mas que não encontra sempre, tomar um café com ela, entregar presentes feitos com carinho e comprar uma gérbera de cada cor, para deixar a casa mais parecida com toda a claridade que entra.

Como ficar triste num dia como o de hoje, com um Jardim Botânico cheio de crianças, meninas vestidas de rosa e lilás, meninas e meninos rolando nos barrancos, sem se preocupar que a grama recém-cortada vai grudar na roupa e nem com a coceira desgraçada que vão sentir imediatamente. Só quem já rolou na grama sabe a delícia da tontura que a gente sente depois, tontura que compensa a coceira e a bronca da mãe por causa da roupa suja. Tudo parece perfeito quando é possível rolar barranco abaixo, levantar e sair correndo, gritando, pulando, porque um dia desses, realmente merece gritos e pulos. Merece uma comemoração, com sorvete, de preferência.

Até parece que o dia como o de hoje foi desenhado para ser assim, para coroar as possibilidades que a gente nem sabe que tem de fazer diferente, de tomar uma decisão precipitada, de apostar no que não sabe, de ser empreendedor. Empreendedor da vida. Sei que soa romântico, provavelmente deve soar patético também. Mas note bem, que eu não sou assim o tempo todo e nem sempre enxergo dias como o de hoje do jeito que falo agora.

Hoje pensei no amor em minúscula e lembrei como é importante olhar pra ele. Nem toda história é idílica. Nem todo amor é o grande amor, com CAIXA ALTA. Mas dias como o de hoje milagrosamente bonitos, milagrosamente simples, milagrosamente honestos em suas intenções, ajudam a gente a se lembrar como faz falta olhar, olhar pra fora, olhar pra dentro.

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  quinta-feira, 22 de julho de 2010
Sobre segredos

O centro de Curitiba é todo de casas velhas, construções antigas, cheias de pessoas, cheias de segredos. Nunca cansa olhar as fachadas dos dias em que as ruas foram outras e que as histórias daquelas casas e dos corações que ali moraram estavam começando. Penso sobre a beleza tão escondida por baixo dos muros pichados, da necessidade de tinta e um pouco de atenção.

É bonito sim. Porque essa beleza não é só da poeira e das portas que rangem quando abrem. É uma beleza que leva às fantasias e segredos sem saber bem quais. Beleza que transporta pra uma época em que elas eram as belas casas, sólidas, simples, imponentes, delicadas, sóbrias, suntuosas, enfim. As ruas de paralelepípedos não deixam que nenhuma mentira seja dita: ali há passado, há alma, paixão.

E quando uma velha entra em uma casa dessas, impossível não pensar nos quartos abarrotados de caixas, dentro delas as lembranças, dentro delas a saudade. Desviando dos gatos e dos móveis quebrados, há de se encontrar grandes contos, crônicas, romances. Todos da vida de gente que já foi. Que encanto dessas velhas que empurram carrinhos de feira e são simpáticas com os que sentam no beiral da porta. Que segredos contam essas velhas que passeiam pela noite desejando boa noite pra gente muito menos interessantes e com histórias bem mais entediantes, talvez por estes que ficam na rua, ainda não terem descoberto que "o caminho é o fim, mais que chegar".

Quando passam as velhas em seus carrinhos de feira, carregados de sei lá o quê, pensar na solidão acaba sendo a primeira coisa possível. Qual o peso de se carregar esses carrinhos na noite da cidade? Que peso têm suas histórias? Essas que só podem ser imaginadas, pensadas, inventadas pelos que se importam com a solidão dos outros, lembrando sempre que essa solidão um dia, pode se transformar ou já é a sua própria.

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  terça-feira, 6 de julho de 2010
Sobre casa

Ontem eu esqueci as chaves de casa dentro de um banheiro. Eu não sei porque estava com as chaves de casa nas mãos. Mas lembro de ter entrado no banheiro carregando jaqueta, bolsa e as chaves. O banheiro era nojento. Larguei as chaves em cima da pia e quando saí, apressada, elas ficaram, e eu só me dei conta a hora que cheguei em casa e não as encontrei. Eram umas 22h.

O engraçado foi que eu não fiquei preocupada. O porteiro me deu o telefone de um chaveiro que não atendeu. Aí eu liguei pra minha amiga: "Esqueci as chaves no meu trabalho", ela riu e respondeu,"Vem dormir aqui". Cheguei, tomei um banho, coloquei um pijama emprestado. Dormi como um anjo e hoje cedo telefonei para o trabalho, encontraram as chaves e na hora do almoço elas estavam comigo.

Mas o que eu fiquei pensando foi na minha despreocupação. Numa despreocupação que só pode acontecer quando se tem várias casas para ir. Quando não se está sozinho. Tem dias que eu me sinto sozinha e penso um monte de bobagens. Mas quando acontece algo assim e eu sei exatamente para onde eu vou, não tem como me sentir só. E aí eu estava pensando que se essa amiga não estivesse em casa, restariam nem uma nem duas, mas pelo menos uma meia dúzia de casas para eu ir. E nessas horas eu fico aliviada.

Deve ser por causa disso que foi tão fácil me mudar. Valorizar essas "minhas pessoas" é o ponto principal da minha vida hoje. Qualquer escolha que coloque em cheque meu relacionamento com elas, não me serve mais. Quando você esquece a chave em uma outra cidade, num lugar que fecha às 18h, você não deveria ter que ficar preocupado em gastar com um chaveiro. Deveria ter onde passar a noite sem se preocupar se está incomodando.

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