a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  terça-feira, 15 de outubro de 2013
Sobre ser professora

Vi algumas pessoas dizendo que não há o que se comemorar hoje. Que o professor não tem o reconhecimento que merece, e eu concordo que não tem. Às vezes, ouço aluno falar mal de professor por causa de nota baixa. Sabem, queridos, por mais que a gente reconheça o esforço - e pode apostar, que reconhecemos - que vocês fazem em estudar e trabalhar, o ensino não pode ser avaliado por isso. 

Esses dias, conversando com alunas angustiadas com uma prova, contei pra elas que, no último ano da faculdade, tive que aprender uma teoria totalmente nova pra mim. E que, por mais difícil que tenha sido, o esforço pra aprender foi grande porque eu gostava da professora. Aprender se transformou em uma dívida com ela, que dava tanto. 

E parte do que a gente ensina é isso. Damos o que somos. Freud dizia que educar estava entre as profissões impossíveis. Impossíveis quanto à certeza dos resultados insatisfatórios. Então, por que a gente quer ser professor? 

Sei a minha resposta. Parte dela diz respeito aos alunos que chegam e dizem que gostam da minha aula. Isso é bom de ouvir. Mas parte dela diz respeito à uma mudança produzida. Sempre que eu vejo mudança do posicionamento arraigado para uma de reflexão, penso que cumpri o dever. Não quer dizer que o resultado vai ser uma extensão de mim no aluno. Mas indica que a minha experiência tocou algum construto que precisava ser mudado.

Por que mudar os construtos? Porque esse é o único jeito que uma sociedade pode ser mudada. Edgar Morin diz que o professor ensina a compreensão entre as pessoas como condição e garantia da solidariedade moral e intelectual da humanidade. Lajonquière acha que o professor é um devedor, ao ensinar, paga a dívida assumida quando aprendeu.

Gosto muito das duas perspectivas. Sou uma devedora porque tive mais que um bom professor. Os meus foram duros lá em casa. Minha mãe escolhia feijão e tomava a matéria, exigindo a resposta certa. Meu pai, me ensinava matemática de um jeito simplificado, diferente da escola e me confundia (e professor tem que confundir mesmo). Minha irmã mais velha me ensinou o caminho da biblioteca. E a do meio mostrou que professor tem que ser bravo e competente. Devo à professora que me disse que eu sei escrever. Hoje, isso é parte de quem eu sou.

Há que se comemorar porque a gente resiste, como disse um amigo. Se você saiu da educação do mesmo jeito que entrou, que pena. Ou não teve bons professores, ou não os extorquiu como devia. Não assumiu dívidas impagáveis.

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