a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  terça-feira, 31 de maio de 2011
Sobre ser solteira

Esses dias atrás, minha amiga Fernanda veio almoçar aqui comigo e com a dona Simone, a mais nova moradora curitibana. Eu e Simone esperando, quando ela liga e me pergunta que andar eu moro e respondo que é o segundo. O porteiro a havia mandado subir no décimo terceiro, pois é. Aí eu contei pra ela que no prédio tem uma outra moradora com meu nome, coisa que descobri porque uma vez quase peguei uma encomenda dela.

Terminando o almoço, formigas que somos, fomos atrás de açúcar, e o porteiro, quando nos viu passar, decidiu pedir desculpas para a Fer, provavelmente porque a viu passeando de elevador. Aí ele diz que achou que ela tinha ido visitar a Angela casada e não a Angela solteira. Quer dizer...

Foi aí que eu fiquei sabendo que ele faz justamente essa diferenciação. Ele poderia nos diferenciar por uma ser loira, a outra morena. Por uma morar no segundo, a outra no décimo terceiro. Poderia nos diferenciar pelo nosso sobrenome, veja só! Dizem que sobrenomes servem justamente pra isso. Mas não, ele nos diferenciou porque uma é casada e a outra solteira.

O que indica que os porteiros que trabalham no meu prédio percebem que aqui só vêm minhas amigas. Eles também devem ter notado que eu saio muito pouco. Inclusive esse porteiro é o mesmo que sempre fala "bom trabalho" quando eu saio, e mal sabe ele que quando eu saio, é justamente quando eu não estou trabalhando, é quando eu paro de trabalhar. Ironias da vida.

Semana passada a minha vizinha ao lado, cujo nome desconheço, me trouxe um pedaço de bolo de fubá. Ela também é solteira. Aliás, ela é sozinha, palavras dela quando se mudou. A gente travou aquela conversinha cordial de vizinhos (eu costumo ser cordial com meus vizinhos) e ela disse com todas as letras: "como nós duas somos sozinhas, qualquer coisa que você precisar, pode bater aqui". Ela não está tão errada, porque se a Simone não tivesse ficado aqui em casa semana passada, eu teria pedido pra essa vizinha me ajudar com o curativo que eu tinha que fazer nas costas por conta de uns pontos que levei.

Hoje fui devolver o prato e ela me convida pra jantar e comer um feijãozinho gostoso que ela tinha feito. Recusei educamente, dizendo que não me faz bem jantar. Baita mentira, adoro jantar, mas não curto a identificação que ela tem comigo, porque ela tem quase 60 anos. Acho que dá pra entender porque eu não quero ter uma amiga de 60 anos que também deve ser identificada pelo porteiro como solteira, ou pior, com o aumentativo dessa palavra. Medos de gente que está prestes a completar 30 anos.

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  sábado, 28 de maio de 2011
Sobre quando o mundo me incomoda

Tem dias que o mundo me incomoda muito. Quinta feira foi um deles. Veja, isso que eu vou contar pode não ter sido bem o que eu entendi, pode ter sido um engano, mas quando aconteceu, eu pensei: "Sério? Por causa de três reais?"

Era aniversário de uma amiga e não tive tempo de sair para comprar um presente. Como todos gostam de ganhar sabonetinhos e creminhos, fui buscar alguma coisa cheirosa na casa da minha irmã, que estoca essas coisas da natura. Só que eu não tinha um pacote de presente e é muito chato dar presente sem pacote, acho de uma indelicadeza...

Enfim, tava na hora de eu ir trabalhar e eu não achei nada em casa para empacotar. Minha mãe sugeriu que eu passasse por uma lojinha aqui perto de casa, caminho para a faculdade e comprasse ali. E eu achei boa ideia. Entrei e pedi para a senhora, dona da loja, algo como uma caixinha, alguma coisa que coubesse um hidratante e um sabonete líquido. Ela me mostrou uma caixinha, bem fofa. Perguntei quanto era e na lata ela me respondeu que era tanto.

Achei tanto meio caro, até por não ser dessas caixas que você reaproveita e tal. Mas a pressa me fez tirar o valor da carteira e sair correndo. Quando comecei a montar a caixinha, vi uma etiqueta com um preço nela. E era pouco mais de três reais mais barato.

Fiquei chateada. Não por causa dos três reais e poucos centavos, não vou ficar mais pobre por causa desse valor. Mas fiquei chateada porque tampouco ela ficaria mais rica. Achei tão desnecessário e lembrei como ela nem olhou pra caixa antes de me dar o preço. E eu estava com uma pressa perceptível. No fim, eu não coloquei o presente lá dentro. Sei lá, não parecia um bom lugar pra colocar um presente. Fiz um pacote com um papel que minha irmã tinha, coloquei uma fita e ficou bonitinho.

No outro dia contei para a minha mãe o que tinha acontecido. E minha mãe é o tipo de pessoa que não aceita essas coisas. Lembro quando eu era criança e ela me mandava no mercado e sempre falava para eu ficar atenta para não acontecer nada disso. Meu pai disse pra deixar pra lá, mas ela ficou muito chateada, especialmente porque, um dia antes, ela me ouviu falando ao telefone a frase "ah, mas eu não acho justo". Ela perguntou o que eu não achava justo e eu disse que era receber por um curso que meu nome constava como uma das coordenadoras, mas eu não tinha ajudado a coordenar, só tinha dado uma aula, eu só queria receber pela aula.

Ela foi lá dizer pra senhora que ela tinha se enganado. Não era pelo dinheiro, mas era pra mulher ficar com vergonha, caso tivesse feito de propósito. Talvez seja ingenuidade nossa pensar que, se ela fez de propósito, ela ficaria com vergonha. A mulher conferiu em outra caixa igual e devolveu o troco. Quer dizer, quase. O troco do valor que eu paguei daria três reais e poucos centavos. E uma coisa que aconteceu me fez ficar mais triste por daí sim acreditar que a coisa foi proposital: ela deu o troco a mais.

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  terça-feira, 10 de maio de 2011
Sobre a preguiça das pessoas

Ando com preguiça das pessoas e não consigo evitar. Pode perceber, eu não emplaco assuntos novos, eu faço comentários adequados ao que se está falando, mas no fundo, bem no fundo, eu quero ficar quieta, de preferência sozinha, de preferência fazendo nada. É que essa preguiça das pessoas está se tornando preguiça da dissertação. Muito tempo depois da qualificação finalmente eu consegui pensar o que fazer daqui pra frente. Mas entre o plano e a execução, que difícil.

Ando irritada e ando briguenta. Ando um pouco dona da verdade também. Outro dia me falaram que eu não sei ouvir a opinião alheia e eu saí desfiando as últimas ocasiões em que tudo o que fiz foi ouvir a opinião alheia, aceitar e mudar a minha. Quer dizer, não consegui ouvir a opinião alheia de que eu não sei ouvir a opinião alheia. Coisas da vida.

Acho que isso vai passar, acho que tem a ver com cansaço, não o físico, mas o mental. O único sinal que meu corpo lança pra me avisar que tá sentindo novamente as viagens semanais é meu joelho direito dolorido. É que eu tenho encurtamento muscular porque eu sou sedentária há anos. Eu não faço alongamento, não caminho, não faço dança de salão, não vou à academia e meu joelho direito dói como se estivesse inflamado. É bem ruim. Daí eu digo que não tenho tempo para a academia, mesmo sabendo que eu não funciono mentalmente de manhã cedo e tô aqui postando no blog e gastando minutos na internet. A gente foge.

Se eu pudesse dar um conselho eu diria para evitar agora qualquer cobrança, por menor que seja. Uma cobrançazinha de nada pode enfurecer vários sentimentos dentro de mim que nem eu quero lidar e nem quero que os outros lidem. Nunca gostei de cobranças dos outros e isso deve ter a ver com o fato de que é sintoma meu me cobrar o tempo todo e saber exatamente o que quanto eu devo para todo mundo. Então, acredite em mim, por mais insatisfeito que você esteja comigo, eu estou mais.

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  sexta-feira, 6 de maio de 2011
Sobre o Lucas

Então hoje nasceu o Lucas, primeiro bebê de uma turma de amigas que é amiga há mais tempo do que convém sair por aí falando. Eu já vi a foto dele, postada pelo tio, e é uma graça! Dessas crianças que nascem sem manchinhas e, apesar de eu não ter conseguido ainda ver onde está o pai e onde está a mãe naquele rostinho, acho que nos próximos dias, a gente vai conseguir enxergar isso.



Acho bonita a empolgação de todas as meninas, todas sentindo como se tivessem ganhado um sobrinho que é o que a gente sente quando uma pessoa tão próxima quanto uma irmã tem um filho. Meus sobrinhos já estão grandes e, por enquanto, não sei se terei outros, pelo menos dos de sangue. Quanto a esses outros, os sobrinhos emprestados, espero ter vários. O Lucas é o primeiro e isso por si só já dá a ele muitas regalias, coisa do bebê mais velho. Provavelmente o mais novo, se alguma de nós resolver ter filho lá pelos quarenta e poucos anos (eu, quem sabe), também vai ser recebido com muita pompa e circunstância.



Estou feliz e espero que a minha amiga, o marido e o filho se acertem bem logo de saída. É que, apesar de nunca ter tido filhos, eu sei que essa história de ser mãe não é tão simples assim. Entre uma criança sair da sua barriga e se tornar seu filho, um encontro precisa acontecer. É por essas e outras que eu sou da opinião que nessas horas, assim como quando essa criança foi feita, só são necessários três: pai, mãe e bebê. Porque é um primeiro encontro. A gente não pode se esquecer disso nunca.



Já me disseram que, nessas situações, a gente também quer a nossa mãe por perto. Acho importante. A minha mãe deve ser a pessoa ideal para me ajudar a me tornar mãe, pra me ajudar a adotar essa criança que acabou de sair de mim. Sei bem o quanto o Lucas é bem vindo nessa família e sei o quanto é bem vindo na minha vida. Por enquanto, eu vou telefonar pra saber como minha amiga tá indo nesse encontro, como ligaria se ela tivesse acabado de conhecer um cara maravilhoso (que eu sei que o Lucas vai ser). Daqui a uns dias, eu vou lá conhecer bem de perto. Mas antes eu quero que eles se conheçam, direito deles.



E nada de me chamar de tia, ein, Lucas, que meus sobrinhos também me chamam de Gê.

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  segunda-feira, 2 de maio de 2011
Sobre falta de educação

Às vezes algumas coisas bizarras acontecem comigo, mas elas são tão bizarras que fazem com que qualquer espaço destinado para a chateação seja substituído pela surpresa. Pela genuína surpresa a cada nova conclusão, a cada nova experiência do quanto algumas pessoas não têm noção de boa convivência, sabe aquela coisa que a gente traz de berço? Então, quedê-lhe o berço, gente?

Estava vindo de Guarapuava para Curitiba dias atrás. Entro no ônibus e sento na minha poltrona e espero a pessoa que sentaria ao meu lado chegar antes de pegar meu cobertor, colocar o cinto, essas coisas. É que eu demorei a comprar a passagem e tive que sentar no corredor. Pois bem, chegou a senhora que viajaria comigo, levantei e deixei ela sentar. É assim que se faz, pessoal, é bem mais delicado do que fazer a pessoa ter que se pendurar no encosto da poltrona da frente para não cair sentada no seu colo. É uma dica valiosa, pra vida mesmo.

Aí, entrou uma família, criança, mãe da criança e avós. O avô sentou na poltrona bem ao meu lado e não conseguia fazer o encosto da poltrona abaixar. Ele não tava percebendo que era uma alavanca e não um botão. Eu, gentilmente, falo para ele, "você precisa puxar aqui, ó", e indico onde ele deveria puxar. Gente, ele fez, sabe? Ele finalmente conseguiu abaixar a poltrona dele e não teria que viajar por quatro horas em posição vertical. E ele nem olhou pra minha cara. Ele não me agradeceu.

Ridícula a história, né? Do que eu tô reclamando? Quanta besteira, eu deveria arrumar o que fazer. Mas é que isso é IMPORTANTE! Dizer obrigada quando alguém faz alguma coisa por você é bacana, estimula a boa convivência, sabe? Arranca pedaço? Não! Olha a novidade. A gente não é educado porque espera reconhecimento alheio, a gente não é educado porque PRECISA de um muito obrigada em troca. A gente é educado porque se isso for se perdendo desse jeito, é ladeira abaixo. Coisa mais feia.

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