a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Sobre expectativas

Esse tema é recorrente (se não no meu blog, na minha vida). Sou daquelas que alimenta tantas delas que a lista das decepções cresce numa progressão geométrica, o que significa que para cada expectativa, o sentimento de frustração vem multiplicado.

Melhorei, melhorei muito, e que ninguém diga o contrário porque houve tempos em que, ao invés de lidar com as situações, eu escolhia guardar o rancor, ir dormir com um sapo ou mais entalados no fundo da garganta e se não me afastasse da pessoa, dava um jeito de castigá-la, talvez de forma muito indireta, o que a deixaria sem entender absolutamente nada.

As pessoas se comportam de forma tão diversa ao que imaginamos. Isso da liberdade alheia é o que fode a vida mesmo. Sartre sabia das coisas. E aí eu vou pra cama remoendo desculpas que não foram pedidas, considerações que não foram dadas, palavras que não pareceram ter sido consideradas.

É tão ruim ir dormir com a sensação de ter sido preterida. De dar mais do que as pessoas querem/podem aceitar e, por isso, esperar muito além do que estão dispostas a doar. É quando lembro que odeio cobranças e que elas podem acabar com um relacionamento. Mas lembro também que quando existe equilíbrio de afeto, respeito, companheirismo, não tem porquê cobrar coisa alguma.

E aí, eu faço a feliz e brilhante descoberta que nessas horas, a melhor coisa é usar da sinceridade, aquela sinceridade boa e que não fere, que significa todo o carinho que você pode dedicar a uma pessoa e por isso dar a ela mais de você, mais do que você sente e pensa sobre as coisas. Esse caminho, quando percorrido sem o caderno em que se anotam as mágoas, leva a uma coisa tão necessária em qualquer relacionamento, essa coisinha básica que se chama compreensão.

*Note que existe diferença entre ser compreensivo e ser feito de idiota. É preciso descubrir a linha tênue que há aí.

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  sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Sobre quando usamos o outro

Apesar de ter uma fé infindável na humanidade e na bondade, não sou ingênua, ou não tanto quanto possa parecer. Gosto de procurar o melhor das pessoas e quase sempre tenho tido sucesso, o que me incentiva a continar tentando.

Ainda assim, algumas vezes as pessoas fazem coisas abomináveis e muitas vezes movidas pelo sofrimento, angústia, raiva, tristeza, enfim, os motivos são muitos para usar o outro. Usamos para quê? Pra muitas coisas. Elas se resumem - quase sempre - na necessidade humana de cobrir faltas que sempre vão existir, inevitável.

Mas o que eu abomino mesmo, e com todas as minhas forças, é quando alguém usa o outro, sabe que está usando e utiliza sofrimento como justitificativa. E aí eu digo, o sofrimento pode até explicar essa atitude desprezível, mas não justifica, de modo algum. Algumas ações são maldosas, ferem, são ridículas e patéticas, o que me provoca (por frações de segundo) pena.

Todo mundo tem o direito de sofrer, mas por favor, não dá para fazer com esse sofrimento um estandarte para esfregar na cara de quem já não se preocupa mais, utilizando como mastro alguém que não tem nada a ver com isso, e que muito provavelmente, está em busca de um pouco de amor. Reconhecer isso é compaixão, bondade, afeto pelo outro. Quem usa o outro, não pode realmente amar ninguém.

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  sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Sobre o passado

Nada passa, nunca; tudo o que acontece é indelével. Acrescento: sobretudo os amores, por mais que acabem, continuam vivendo, subterrâneos, dentro de nós, porque, bem ou mal, são essas as vivências que mais nos formaram e transformaram.
(Contardo Calligaris)


Quando sofremos abusamos da transitoriedade das coisas, dizemos que isso vai passar, questão de tempo. E um dia passa sim, pelo menos a dor, a angústia, o aperto no coração que sentíamos com aquela situação. A primeira vez que a gente sofre conscientemente é tão, mas tão arrasador que pensamos que é impossível, que não vai dar pra aguentar.

O que não passa é a marca que fica das passagens que nos arrancam da posição confortável e nos fazem deparar com nossos erros, os erros alheios, com as nossas faltas, com o nosso gozo pelo sofrimento. Quando um amor começa temos a ideia que ele é perfeito em toda a sua composição, perfeito como uma partitura, fruto do nosso narcisismo, não há nenhum amor melhor. Quando o amor termina procuramos em cada canto escuro da memória onde que o erro aconteceu, quem foi o culpado, quem foi inocente, onde se perdeu o que era tão bacana.

É tão difícil conviver com a culpa pelo fim de algo que era caro que arde, incomoda, é uma daquelas feridas que não cicatrizam, é a própria falta da possibilidade de deixar pra trás, seguir em frente, elaborar. Freud falava em recordar, repetir e elaborar e no quanto repetimos escolhas, amores, formas de agir até que a elaboração seja possível. Repetimos sempre, mas nem sempre isso é ruim. A repetição é também uma forma de se corrigir e de tentar novamente. Mas quando ela nos leva a novos abismos - ou a velhos - é tão perigoso que juro que me dá medo.

O que eu aprendi nos últimos anos, pelas vivências me me formaram e transformaram, foi entender o quanto somos livres diante das muitas situações que porventura ainda nos afligem. Livre para permanecermos agarrados a elas ou para voarmos pelo mundo, procurando novos meios, outros caminhos. Poder pensar sobre essas coisas me permitiu voltar a encontrar o amor, na mesma pessoa (mas de uma forma totalmente diferente). Eu queria sim poder tirar os sofrimentos e as angústias das pessoas que gosto com a mão. Mas eu não posso. Eu posso escutar, e isso continuo fazendo.

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  sábado, 3 de outubro de 2009
Sobre 1/4

24 anos é uma idade sem graça que nem vale a pena ser comemorada. 25, por outro lado, merece todas as celebrações. Nos meus sonhos de criança, estaria casada, com um filho, realizada profissionalmene e feliz da vida. Essas expectativas realmente não se cumpriram e não é tão difícil assim conviver com isso. Fiz boas escolhas, não me arrependo delas.

Hoje eu sinto saudades de muitas coisas mas o que mais me domina são as expectativas. O que vai acontecer daqui pra frente? Como a minha vida vai seguir? Eu não sei, apesar de ter algumas ideias. Hoje quando ele me ligou, eu chorei. Eu chorei porque ninguém me abraçou, e mesmo que abraçasse, não seria o abraço dele, esse abraço gostoso que me dá a impressão que nada de ruim pode acontecer no mundo.

Eu sei que ele me disse que esse é só um aniversário que não passamos juntos mas que muitos outros virão. Desde que ele faz parte da minha vida, foram 4 aniversários. O primeiro, ele tinha outra namorada, o segundo, estávamos juntos, o terceiro, estávamos juntos mas o namoro tinha terminado por uns dias e o quarto é esse. Se eu pudesse escolher, escolheria ficar pertinho, ouvir ele pedir pra eu deitar bem perto e deixar o sono chegar. Seria bom passar meus outros 25 ou 50 anos assim.

Eu gosto de ter 25 anos, melhor que ter 24. Gosto dos rumos que a minha vida tomou. Mas nesse dia, por favor, me reservo o direito de um kitsch metafísico. Feliz não estou. Mas gostaria de dizer que hoje me sinto bem.



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