a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Sobre esperança

Dia 08 chegou, dia 09 passou e eu só cheguei agora para contar a boa notícia que vai fazer do meu fim de ano melhor do que tem sido já que algumas mudanças desestruturaram muitas das minhas convicções. A vida é realmente um eterno readequar de expectativas.

Segunda feira fui ao cinema com uma amiga e assistimos 500 dias com ela (500 days of Summer). Esse filme traduz tudo o que a gente sente quando cria uma história e acredita tanto nela, a tal ponto que toda e qualquer contradição é encarada com estranheza e rejeição, como se fosse impossível que os outros não estivessem na mesma mesma sintonia que nós. O que só demonstra a humana e absurda ilusão da possibilidade de controlar o outro. Eu já disse isso uma vez no livejournal e digo novamente: a gente tenta controlar o outro e faz um pedacinho da vida ficar parado.

Nem falo isso só por causa de relacionamentos porque a vida não se trata só disso. Trata também de estudo, de trabalho, de diversão. Nos últimos seis meses eu briguei com expectativas frustradas. Eu lutei diariamente contra o descontentamento, contra a angústia, contra a minha necessidade excessiva por controle. O resultado, no mínimo, foi uma dermatite que sempre aparece nas minhas mãos quando algo não vai bem. Sinal do meu corpo e da minha mente de que estou exagerando, que fui além, que cruzei a barreira do aceitável e que está na hora de rever alguns conceitos e atitudes.

Muita energia foi gasta. Física e afetiva. O que não significa que ela tenha sido jogada no lixo. Não falo de arrependimento, mas do aprendizado que esses dois anos de formada me deram. Aprendi e me indagar sobre coisas que nem passavam pela minha cabeça. Quando eu estava na faculdade, eu admirava pessoas que estudavam algo específico, que dedicavam suas vidas a um assunto. Eu procurei, mas durante a faculdade, não consegui encontrar o que me inquietava a ponto de eu pesquisar, de eu ir a fundo. Quando eu desisti de Buenos Aires, voltei me sentindo derrotada, fraca, covarde. Não sei dizer quando isso passou, e na época, eu pensei que tava seguindo fora do trilho, que me afastava do meu caminho.

Isso que chamei de desvio há dois anos permitiu hoje chegar onde cheguei. Foi o que permitiu eu desenvolver um projeto, começar a fazer uma pesquisa, enfim, entender que energia é essa que move a gente a estudar. E conhecer essa energia, viver ela, isso faz com que um sentimento tomasse conta de mim hoje. Sentimento de orgulho. Isso me permitiu passar no mestrado.

Quando vi o filme pensei no quanto as pessoas nos vêem como num quadro, algo que não corresponde à realidade e que diz muito pouco do que passa no coração das pessoas. É por isso que disse hoje para outra amiga que não há um ser humano no mundo que não seja só. Na solidão do meu coração, ninguém compreende o que passa. Mas pode tentar. E essa tentativa é justamente o que faz a gente amar os outros e contar com eles. E eu tive alguns corações para me acompanhar nesse processo de entrada no mestrado. Sou grata por isso.

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