a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Sobre o sentido de uma despedida.

O fim do ano sempre me invade com uma melancolia que explico pela lembrança de outra que não eu que, há um ano, planejou e esperou que coisas boas viessem. Há um ano, disse que essa história de que de quando Deus fecha uma porta, ele abre uma janela, era besteira. Que essa janela só servia para a gente ficar olhando quem passou pela porta. Esse sentimento é comum quando as coisas dão errado, ou seguem de um jeito diferente do que se concebia como o melhor.

Eu, que sempre fujo de despedidas, acabo dando aos encontros uma relevância menor do que eles teriam caso eu tivesse respeitado o fato de que eles não duram para sempre. Hoje, me despedi dos alunos que me fizeram uma baita homenagem. Eles me escolheram como nome de turma e isso é bonito demais. Especialmente em um momento que, assim como eles, eu também estou de saída, para outras histórias, sem menosprezar nenhum passo que eu dei nestes cinco anos de trabalho.

Se o meu nome é aquele pelo qual esses alunos e alunas querem ser chamados, eu preciso respeitar esse nome tanto quanto eles, ao fazer essa homenagem. Eu preciso pagar a dívida por ter sido reconhecida por eles como a professora que os nomeia. 

Queria dizer que se eu não gosto de me despedir, não é por descaso: é porque eu não gosto de chorar. Porque quando choro, não consigo falar. E eu gosto de falar sobre o que é importante. E é importante, para mim, me despedir deles que me receberam como a professora que eu me autorizei em ser.

Neste fim de semana, dei uma aula e numa das avaliações que eu recebi sobre essa aula, alguém me deu a nota mais baixa em todos os quesitos. Quando eu vi a fichinha, eu ri. Eu poderia ter me preocupado - "que péssima professora eu sou". Ou eu poderia ter sido prepotente - "eles não souberam reconhecer meu talento". Mas eu ri. Não por descaso, mas pelo reconhecimento de que ensinar é mesmo impossível. Impossível no sentido freudiano que encerra a incompletude constitutiva desse ato.

Hoje não faço mais a leitura de que a janela serve pra gente ficar olhando quem passou pela porta. A janela serve para emoldurar sonhos e é bom que eles não morram. Mas pode ser que mudem, porque ninguém disse que eles são eternos da forma como nasceram. A beleza da vida é que a gente muda muito conforme cresce - e essa lógica também vale para sonhos.  


Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir
São só dois lados da mesma viagem.

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