a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  domingo, 22 de julho de 2012
Sobre essa gente

Em maio li esse post no blog  da Aline Valek que abordou a questão da intolerância substituindo o termo "homossexual" pelo termo "homofóbico". Ficou leve, bem humorado e tratou de um assunto através de uma das melhores formas de provocar reflexão, o velho clichezão de que temos que nos colocar no lugar do outro.

Embora o mundo esteja cheio de lunáticos discordando, a homofobia existe. Sei que hoje o novo preto é falar sobre a chatice do politicamente correto, como se o politicamente correto fosse um jeito de coibir liberdades, quando, na real, é a melhor forma de tornar o acesso a ela mais democrático. Que existe gente reacionária no mundo, isso é óbvio, ninguém precisa ir muito longe pra encontrar. Acho que se a gente prestar atenção ao redor, escuta pelo menos umas 10 conversas reacionárias por dia. Se você tiver sorte, elas começam da porta pra fora da sua casa. É num papo casual com o vizinho, na conversa do cobrador de ônibus, no local de trabalho e por aí vai. Fácil, fácil, a gente tem que se desviar desse tipo de posição como um ninja.

Essa gente gosta muito de dizer que não concorda. Como se tivesse sido convidada a concordar ou discordar sobre alguma coisa. Essa gente costuma subverter a orientação sexual e comparar com atrocidades. Essa gente gosta de termos como "normal", "maioria", "natureza". Gosta de invocar ordens superiores e espirituais na propagação da raiva. Essa gente acredita até que eu e meus colegas de profissão temos que engolir despropérios como a "cura gay"

Com essa gente eu tô acostumada a lidar. Na maior parte das vezes, dá pra ignorar, sair de perto. Pode parecer omissão, mas simplesmente não dá pra discutir intolerância o tempo todo, senão a gente nem trabalhar trabalha. Como eu vou explicar pros meus filhos que existe gente intolerante?. A Aline Valek se pergunta e eu faço coro. É difícil ter que explicar a intolerância, não porque ela não seja explicável, mas porque ela passa pela dificuldade de mudar, pela dificuldade de escutar e, especialmente, pela dificuldade em olhar pra dentro.

Com  isso, eu não quero ficar apertando na tecla de que o homofóbico é um enrustido. Até porque, por mais que exista toda uma teoria cheia de sentido em volta dessa afirmação, ela por si só é simplista. Mas faz dias que eu preciso contar dessa situação louca que me aconteceu sobre um cara com quem eu tava saindo. Achei ele querido, educado, profissional competente, gosta de rock e de cerveja, entre outras qualidades. Só que eu descobri que ele é homofóbico.

E ele tinha até uma teoria a respeito, que não vale falar aqui. Essa história tá até agora me incomodando bastante, porque depois de uma conversa nada agradável em que eu não pude fazer de conta que não tinha ouvido as palavras "nojo", "raiva", "desconforto" e "vontade de bater" na mesma sentença, eu fiquei pensando sobre essa gente intolerante e o quanto informação e educação, talvez, não sejam suficientes, porque enquanto as pessoas tentarem com todas as forças provar não serem gays, aqueles que não precisam travar essa batalha vão sempre incomodar.

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