a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Sobre um dia de sorte

Na última semana experimentei na pele aquela máxima que diz que o mundo dá voltas. Num dia você pede um emprego pra uma pessoa e ela te esnoba. O tempo passa e ela liga na sua casa te oferecendo uma oportunidade e você diz pra ela que não tem disponibilidade. E você não tem disponibilidade porque outras pessoas deram a chance pra você e não colocaram o seu currículo na gaveta antes mesmo de você virar as costas.

Um ano. Em fevereiro fez um ano que eu me formei e sempre que eu pude, sempre mesmo, indiquei pessoas, encaminhei e-mails, dei recomendações. Cheguei a ficar chateada por algumas coisas que soube ocasionalmente, mas sabe quando você decide que não vale a pena dar sua tristeza a determinadas causas?

Então que com a frase "Ela é novinha, é pequenininha, mas é foda", eu fui indicada para trabalhar na psiquiatria de um hospital. Salário bom, na minha cidade, carga horária que eu posso cumprir, já que vivo viajando, enfim, um emprego sob medida. Eu sei que vai ser foda, eu sei o que é uma ala psiquiátrica, já experimentei na faculdade e todos os dias, quando eu voltava para casa, parecia que eu tinha levado uma surra, mas o cansaço era no coração e não no corpo.

Por sorte, nesse ano de formada, deu tempo de meu coração ficar um pouco menos mole, seja isso uma boa ou má notícia, acho que vai ajudar nesse trabalho.

E aí, para fechar o dia 19 de fevereiro com chave de ouro, saiu o resultado de um concurso que fiz e eu fui classificada em décimo lugar! São seis vagas e não devem me chamar tão cedo, e se for, não sei se vou assumir, mas de qualquer maneira, acho que 2009 está começando melhor que 2008, comprovando a teoria dos anos ímpares. Mas ainda é cedo pra falar...



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  sábado, 21 de fevereiro de 2009
Sobre as histórias das viagens

Essa semana voltei a viajar pra São Paulo.

Resolução para 2009: Ir para São Paulo e conhecer São Paulo. Comecei indo a um cinema na Augusta no mesmo dia que fui comprar eletrônicos na Santa Efigênia. Mas a história é sobre o cinema.

Fui assistir "O casamento de Rachel". Fui sozinha e esse é um dos meus programas favoritos. Quando cheguei o filme estava começando, entrei na sala escura e sentei numa cadeira próxima ao corredor., porque tenho raiva de gente que chega atrasado e ainda fica incomodando quem está sentado. Nunca vi tanta gente aposentada numa mesma sessão de cinema. Quando me acostumei com a escuridão comecei a perceber que só tinha tiozões por perto. Um deles estava quase ao meu lado.

No começo eu pensei que ele tinha trazido um pedaço grande de plástico bolha pra ficar estourando durante a sessão, achei até engraçado. Depois me convenci que ele estava comendo algo. Minhas duas teorias eram erradas. De tempos em tempos ele apertava aquele plástico, mas eu não conseguia ver o que ele fazia. No fim do filme - que por sinal, eu recomendo - eu me decidi que descobriria o que era aquele saco.

Imaginem a minha decepcao: luzes acesas, tiozão se levanta, amassa o plástico completamente vazio. E fica a dúvida, né? Por que ele precisava enfiar as mãos dentro daquele saco e dar uma apertadinha de vez em quando (em que eu não sei). Mas resolvi que prefiro parar de imaginar por aqui.

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  quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Sobre o que te deixa feliz

Ontem meu pai me mostrou uma matéria da Folha de acordo com a qual comprar experiências deixa as pessoas mais felizes do que comprar bens materiais. Não penso que isso seja uma grande descoberta, mas os cientistas adoram falar em conexões neurais afetadas durante o ato de uma compra ou de assistir a uma peça de teatro, porque isso deixa a coisa mais importante! Como as pessoas grandes se preocupam em provar coisas óbvias, não?

A mim não é nenhuma novidade. Claro que eu fico felicíssima quando compro um vestido novo e bem bonito. Claro que uma bolsa de vez em quando me faz me enfiar em três vezes ou mais sem juros no cartão. Mas há muito tempo eu sei que eu troco tudo isso para ver mais uma vez ao vivo o quadro que enfeita meu blog, por um bom show, por um filme que eu esperei por muito tempo e até por um sorvete italiano bem feito (que não é baratinho e por isso não dá pra tomar todos os dias).

E quando eu penso nas viagens que posso fazer? Lugares que posso conhecer? Valeu tanto a pena ter guardado o dinheiro que ganhei no mês que trabalhei na APAE pra poder fazer a viagem que eu queria (que dois meses e meio sofridos sabendo da existência daquele salário a salvo no banco). Mas a viagem me encheu de histórias, de causos de curiosidades que agora eu quero matar.

Tem outra coisa que me deixa verdadeiramente feliz: comprar um livro. Ele também é um bem, e se quiser posso guardá-lo para o resto da vida. Mas quando você compra um livro, compra também a experiência. E se você não passar esse livro pra frente (não abandoná-lo no banco da praça ou na escadaria do metrô), é praticamente impossível ficar com a história dele só pra você. Se for um livro ruim você vai falar mal, se você gostou, vai falar bem...Ou seja, comprou um livro e a a experiência veio de brinde!

Hoje voltaram as aulas na faculdade onde eu dou aula. Estou feliz demais por estar dando aula para Psicologia (e nas matérias que eu mais gosto). Fiquei mais feliz ainda porque depois que eu saí da sala, foram falar para a coordenadora do curso que gostaram da minha aula! Uma das alunas, já com duas faculdades e mestrado, disse que faz Psicologia para acrescentar conhecimento na vida dela. Isso também é comprar uma experiência, e de brinde ela ganha um diploma de psicóloga. Bom negócio?

Toda experiênca vem cheia de brindes. Quando a experiência que eu compro é uma viagem, eu ganho fotos, histórias, sensações. O que eu senti quando, lá de cima da encosta da montanha, vi Machu Picchu pela primeira vez, nunca vai se gastar. Levo de brinde!

You only live once
! Que experiência te deixa feliz?

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  segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Sobre uma coisa muito estranha

Aconteceu algo muito estranho e não me refiro ao fato de eu ter ficado com dó da Suzana Viera no Faustão (o que foi também bizarro porque eu nada simpatizo com essa dona).

Na semana passada, acompanhando o contador do meu blog, reparei que entrou alguém proveniente de um endereço no mínimo peculiar: eucagonacaradomeunamorado.blogspot.com

Meu namorado (em cuja cara eu nunca caguei ou fiz coisa parecida) também viu e e achou esquisito. Quando entrei no tal blog, tudo que havia eram links para o meu. Entrei no perfil e havia outros 3 ou 4 blogs cujo conteúdo não era muito diferente desse. A cidade de onde a pessoa entra é Maringá e isso me deixou ainda mais preocupada porque eu morei lá, e paranóia é um modo de vida, né, gente?

Então, cara(o) colega que caga na cara do namorado e adora meu blog, conte-me quem é você. Eu sou uma das pessoas mais curiosas que conheço e é crueldade permitir esse mistério. Se quiser me deixar um comentário me destratando, tudo bem. Se você não me conhece, se conhece e não gosta de mim, se você apenas gosta do meu blog e resolveu fazer 4 blogs linkando o tem-que-ser, por favor, me conta!

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  sábado, 7 de fevereiro de 2009
Sobre as despedidas

Isso de despedida nunca foi fácil pra mim. Quando eu era criança chorava e via a minha mãe e minha avó chorarem todas as vezes que ela ia embora da minha casa ou quando íamos embora da dela. Em uma dessas vezes, eu e minha irmã ficamos algumas horas chorando agarradas a uma blusa esquecida com o cheirinho dela. Tanto sentimento é porque ela sempre foi uma avó maravilhosa, doce, paciente e que sabia fazer um frango assado gostoso.

Ainda hoje mora longe e ainda hoje sinto o mesmo nó na garganta quando penso nela, apesar de fazer muitos e muitos anos que ela não cozinha mais, penso no quanto seria bom tê-la mais perto.

Desde criança pareço ter aprendido que as despedidas são momentos de sofrimento dos grandes. Mesmo que na maior parte das vezes, representem o ponto de partida pra um novo encontro.

Quando eu parei minha primeira faculdade eu não me despedi de ninguém. Um dia fui, fiz prova, conversei, disse "até amanhã" e no outro não fui mais. Não sei porque fiz isso porque já sabia que não voltaria. Na minha formatura, chorei muito, porque eu sabia que ali era aquele ponto em que cada um desce e pega uma conexão para um lugar diferente. As pessoas ficam menos acessíveis quando precisam crescer.

O mesmo nó na garganta da infância se forma, o peito aperta, a ansiedade começa a tomar conta. Lidar com a saudade é difícil demais. E eu sempre preciso me readaptar. A gente que é sentimental não aprende como faz pra isso tudo ficar mais fácil. A saudade é burra.

Grão de Amor - Marisa Monte e Carlinhos Brown

Me deixe sim
Mas só se for
Pra ir ali
E pra voltar

Me deixe sim
Meu grão de amor
Mas nunca deixe
De me amar

Agora as noites são tão longas
No escuro eu penso em te encontrar
Me deixe só
Até a hora de voltar


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  quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Sobre coisas que me deixam tristes

Apesar de já ter ouvido muitas histórias de dramas humanos, e saber que continuarei ouvindo pelo resto da vida, fora do contexto profissional algumas situações me sensibilizam além do que eu gostaria, não porque acho que eu devia ser mais forte, mas porque eu acho que essas situações poderiam acontecer em menor número.

Eu fico triste e me deixo abater facilmente. Outro dia minha irmã me contou que um menino de uma escola daqui aliciava sexualmente a irmã mais nova. Cobrava 1 real dos colegas e eles poderiam fazer o que quisessem com a menina na hora do intervalo. Isso não é triste. Isso é dramático, choca e eu fico sem saber o que falar. Esse tipo de absurdo deixa qualquer um no mínimo triste.

Mas algumas coisas banais também mexem comigo, uma delas aconteceu essa semana. Eu saí de carro e estava chovendo, parei na preferencial da esquina da minha casa e um anão que sempre passa aqui por perto estava atravessando a rua.

Sabe quando você anda na chuva, e a chuva está forte e quando você pisa no chão respinga água na parte de trás da sua calça, na altura das canelas? Eu reparei que à medida que ele andava, a água respingava não nas canelas, mas na bunda. E ele já estava com a calça toda molhada nessa região. E eu sofri em ver isso. Fiquei muito triste.

Eu não sei como é ser um anão, e imagino que molhar a bunda na chuva seja dos males o menor. Mas quase todos os dias acontece uma dessas coisas que me deixa pensando que para algumas pessoas a vida consegue ser ainda mais difícil.

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Sobre o novo sistema operacional

E a novidade é que agora eu uso Linux. Não é o cúmulo da nerdisse? Mas o que eu uso é o Ubuntu que é todo bonitinho e facinho de mexer. O slogan do sistema é "Linux for human beings". Meu namorado prefere usar "Se até ela consegue...".

Mas a verdade é que só encontrei vantagens. Tirando a dificuldade da configuração - coisa que obviamente não fui em quem resolveu e nem eu quem ficou acordada até de manhã mexendo - não tenho reclamações. Além de ser muito mais rápido do que o Windons, esse sistema é totalmente protegido contra invasões.

Até agora encontrei todos os softwares compatíveis, o messenger dele é muito bacaninha e me mostra ao toque do mouse quem me excluiu da própria lista. Além disso, as conversas ficam todas na mesma janela em abas diferentes. Tem vários joguinhos de matar tempo. Tem office próprio e o cd de instalação foi enviado totalmente grátis para mim. Depois do Firefox, Ubuntu foi a melhor mudança na minha vida virtual dos últimos tempos. Recomendo totalmente!

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