a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Sobre o que eu peço pra vida

Então é assim que funciona, vida: eu digo pra você que preciso de uma coisa importante, importante para que você tenha mais graça, e você me ajuda a conseguir. Combinado? Combinado.

Deveria ser assim, só que não é. E não é porque você não é boa de cumprir combinados. Olha, já perdi a conta de quantas vezes você deu pra trás de última hora. Será mesmo que você não sabe, ainda não aprendeu que comigo não tem esse negócio de dar pra trás?

Eu levo tudo muito a sério. A expressão "leva as coisas ao pé da letra" foi inspirada em mim, não sabia? Pois é, você podia não saber, mas eu sabia. E se eu sabia, e se me conheço, deveria ter logo entendido que a melhor saída era nem ter entrado, porque você ia aprontar comigo.

E nem é que você faz por mal e porque não gosta de mim. Não tô te acusando disso. Longe de mim. Eu vivo dizendo por aí o quanto você é boa comigo, o quanto eu tenho sorte, o quanto você me dá umas surpresas maravilhosas. Mas faça-me o favor, né? Às vezes, nessa necessidade absurda de agradar e de colocar diante de mim cada pedidinho meu, você nem me dá tempo de refinar o pedido.

É, sim! Refinar o pedido. Porque eu tenho mania de pedir as coisas de sopetão. "Quero isso", eu digo. Só que nem dá tempo de eu dizer as coisas que 'isso' não pode ter, ou que deve ter e de repente aparece o primeiro 'isso' que você encontrou, e eu me apego, entendeu? E eu me apego quando não deveria me apegar, e eu já vou pisando sabendo que o gelo é fino. E você sabe o que acontece? O gelo quebra e eu caio, não aguenta meu peso.

E daí, minha querida, imagine-se você, afundando em uma água de rio congelado e me diz: é bom? Não é! Água gelada tira o ar da gente porque o corpo, de repente, tem que produzir uma quantidade absurda de energia para tentar equilibrar a temperatura. Energia que o corpo não tem. E cada gota de água gelada que toca é como se fossem agulhas bem fininhas entrando dentro de cada poro. Não é nada legal.

Mas é isso que acontece. E eu só queria, vida, só pra variar, pisar em um gelo grosso, desses que a gente pode pintar bordar em cima. Até construir uma casa. Gelo eterno, sabe? Como aqueles que existem ainda em algumas montanhas, não sabemos até quando. Era isso. Espero que, dessa vez, eu tenha sido clara. Não aguento mais tanta confusão.

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