a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Sobre leveza

Leveza, palavra bonita. Pensei nela hoje. Objetivo de vida é ter um pouco dela, e te conto que não é fácil. Mas muita gente leva tudo a sério demais, leva tudo ao pé da letra, e eu acho que isso é bem ruim. É o perigo de começar a dividir os outros em bons e ruins, os acontecimentos em sorte e azar, as oportunidades em boas ou más. A gente se torna desconfiado, sabe? E é aí que mora o perigo, porque é quando a gente começa a pesar.

Tem várias outras coisas que me remetem à falta de leveza. No dia do meu aniversário, fui comemorar em um boteco. Boteco com todas as letras. Daí um cara resolve que ali é um lugar excelente para comer croquete e ler um dos Seminários do Lacan. Você pode argumentar dizendo que cada um faz o que quer e lê o que quer, onde bem entender. Mas de verdade, se eu faço questão de mostrar ao redor da sala que é Lacan que eu estou tirando da mochila e se, enquanto eu "leio", fico olhando ao redor para averiguar se os outros estão prestando atenção na minha erudição, sou um baita de um panaca. Minha dica? Se você quer comer croquete no boteco, leia um gibi do Chico Bento.

Outra coisa sobre leveza é que gosto de contar causos e ilustrar histórias. Sou exagerada em detalhes e falo demais, e sei bem que esse pode ser meu pecado. Mas sabe, metade das coisas que eu falo, não é a sério. E isso quer dizer não que eu sou uma brincalhona, comediante, piadista e que stand up comedy perde um talento. Quero dizer é que não me levo a sério e que quando a gente conversa, é de bom tom que colocar um pouco de leveza no factual. É muito chato quando a gente fica se prendendo às coisas como elas são. E veja, não ser nem oito e nem oitenta só melhora o dia da gente.

Nesse dia do aniversário, tava com preguiça de caminhar e pensei em ir pra Universidade de ônibus. Eu virei a esquina e vi dois ônibus saindo do ponto ao mesmo tempo. "Nossa, que cagada de corvo que eu sou, que droga, nem no meu aniversário as coisas dão certo, dois ônibus, dois, não podia ser um, tinham que ser dois. Agora vou andando até lá e vou chegar cansada". Eu pensei isso? Não. Pensei: "Droga, perdi, mas azar, vou andando e aproveito pra ouvir música mais tempo". Não é ser insuportavelmente positiva. É que simplesmente não dá pra fazer de cada coisinha da nossa vida uma sangria desatada.

Em vez disso, fica muito mais fácil a gente se preocupar com coisas que realmente são ruins, sabe? E tentar resolver, o que é mais importante. De verdade, é muito pouca gente que se importa com o quanto a minha, a sua, a nossa vida é fodida. Enquanto a gente se preocupa em achar as pessoas ruins, elas não sabem quem a gente é. Por isso, acho que é bem mais importante acrescentar um pouco de leveza, porque preciso dizer, é muito simples e faz os dias ficarem melhores. Mesmo que quando a gente chegue em casa, só reste é chorar como criança, com lágrimas rolando pelo rosto sem a gente fazer esforço.

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