a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  segunda-feira, 13 de junho de 2011
Sobre violência

Dias atrás, tive um começo de conversa que eu precisava ter há uns bons meses. Digo começo de conversa porque ela terminou com uma mensagem no celular, me dizendo que a internet estava muito ruim e que a gente a concluiria com um café. Achei bom. É que algumas coisas, por mais fáceis que pareçam se digeridas pelo msn, precisam de um café, nem que seja para você ter um buraco para olhar quando não consegue levantar a cabeça , o da xícara, que ajuda a distrair a mente, as lágrimas de criança.

Se tem uma coisa que me incomoda em mim é isso. Eu choro. Queria chorar menos, queria poder ter aquela voz firme, aquela que tenho dentro da minha cabeça quando penso nas coisas ruins que me acontecem. Não nas trágicas, nas ruins. Nas trágicas, não ligo de chorar. Foi aí que, no meio dessa conversa difícil, que era difícil porque não tinha a ver só comigo e só com ela, que eu disse pela primeira vez o quanto aquele assunto ainda me incomoda. Por mais que já tenham passado muitos meses, têm algumas coisas que insistem de tal maneira...E aí, como eu disse para ela, quando me sinto desse jeito, o jeito mais fácil parece ser sempre estudar, escrever, trabalhar, servir de orelha para deus e todo mundo, mas não emprestar a de ninguém.

Assim é mais fácil porque daí não tem aquele nó constrangedor na sua garganta insistindo em deixar a sua voz embargada e denunciando o quanto você demora para se recuperar dos choques. E aí eu contei pra ela que não foi só dela que eu me afastei, mas que, por alguma razão que era fácil de entender, ela era a pessoa de quem eu mais tinha me afastado e isso doía um bocado. Ainda sem conseguir dizer o que nos tinha causado tudo isso, eu falei por uma via indireta e que ela entendeu, porque me respondeu assim: "acho que o que aconteceu foi uma violência muito grande e eu imagino como você deve estar se sentindo".

E pode parecer uma besteira você se sentir acolhida por uma manifestação de empatia. Mas é o que ela me deu foi mais do que a mão, foi mais do que a empatia que toda boa amiga é capaz de dar. Ela me deu uma definição. Pode não ser uma definição pronta e acabada do que aconteceu. Sequer pode ser considerada uma definição óbvia para quem, olhando muito de fora, não sabe como eu me afeto maximamente com coisas mínimas.

Antes de se despedir, ela disse que quanto tempo fosse necessário para eu descobrir o que, afinal, eu perdi, enfim, quanto tempo fosse necessário para eu descobrir o que levaram de mim nesse ato de violência, eu precisava me dar. E aí fica a minha pergunta: por que, para algumas pessoas, é mais fácil sair da vida da outra a partir de um ato de violência? Por que a gente não pode se despedir com um pouco de delicadeza?

O que eu perdi? Acho que foi a fé.

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