a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  quinta-feira, 30 de junho de 2011
Sobre fantasmas

E meus fantasmas continuam existindo. Aliás, os meus, os seus, os nossos. Eles não se mudam para outro continente, não vão fazer trabalho voluntário na África. Eles vivem por aí, estudam, trabalham e falam bobagens. Eles mudam de forma, não se parecem mais com o que eram, mas sempre vão existir. É uma pena, de verdade, que esse não seja um blog anônimo e por isso eu não possa falar sobre tudo o que eu gostaria do jeito que eu gostaria.

Não é que muita gente leia, mas eu fico sempre aterrorizada com a quantidade de posts que podem ser lidos pelas pessoas erradas (ou seriam as certas?) e eu suspeito que algumas coisas já deram errado na minha vida por conta dessa minha boca grande. Mas aí eu fico pensando que eu não posso culpar o meu blog. E eu nem posso culpar o fato de eu escrever sobre as coisas que eu sinto. Eu posso sim culpar gente que não sabe interpretar um texto e um contexto, coisa bem importante.

Digressões a parte, hoje, enquanto eu me enganava e não fazia a minha dissertação, deparei nas atualizações do facebook com alguém que foi, durante muito mais tempo do que eu gostaria de dizer, meu fantasma. Agora o problema em me deparar com ele não é mais aquele aperto no peito, aquela dor de fato que eu sentia quando fazia a coisa errada (a coisa errada é fuçar onde não se deve e, inevitavelmente, encontrar o que não quer).

Hoje o que eu lembrei foi que, anos atrás, tudo o que dizia respeito ao fantasma doía e não se tratava de uma dor figurativa, mas daquela dor REAL, que irradiava pelo peito, os braços formigavam e eu tinha que respirar fundo pra aliviar um pouco: muito conhecida como angústia essa dor.

Fiquei pensando que a melhor maneira de saber se você se livrou de um fantasma é você se deparar com ele e não se assustar. Na verdade, ele não é mais seu fantasma se o susto que você leva é por ter percebido que ele não te causa mais dor. Passou, você não quer e não precisa mais saber. Segue a vida em paz, é o que você deseja pra ele.

Ainda assim, não é a saída de UM fantasma do purgatório que livra a nossa pobre alma do tormento de ser assombrado. É que, quanto mais a gente cresce e se envolve e conhece as pessoas e se deixa levar pelo o que elas dizem e se apaixona, a gente fica vulnerável.

Você pode, sem nem perceber, adotar um novo fantasma, que se você for analisar a fundo, não é tão novo assim e se parece muito com aquele que não te causa mais medo. E aí, só então você percebe o quanto o passado custa a passar e isso dói. Dói porque os fantasmas de agora parecem sempre mais angustiantes do que os que ficaram pra trás.

O fantasma daquela época teve data de nascimento e eu posso situar proximamente a data da morte. Hoje eu compreendi que já encerrei esse fantasma em um túmulo e coloquei em cima uma inscrição. Continuo esperando ansiosamente pelo dia em que fantasma que me atormenta hoje se transformar em uma lápide. Só aí vou poder falar sobre ele.

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