a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  terça-feira, 12 de abril de 2011
Sobre uma simplicidade que salva vidas

Uma das primeiras coisas que faço de manhã é acompanhar as atualizações dos blogs que sigo. Costumo ir um por um porque, ainda que minha querida Simone (@smncrstn) tenha me ensinado como o usar o google reader (sim, eu sou esse tanto devagar), gosto de entrar só naqueles que lembro de ver. Porque se lembro é que gosto mesmo e aquela leitura faz falta.

A mesma Simone uma vez compartilhou um post desse blog. Logo vi que seria um desses que eu entraria diariamente, porque fui apertando no botão "postagens mais antigas" sem me dar conta que passei horas fazendo isso.

Foi no meio da minha peregrinação matinal pelos blogs que me deparei com esse post. Escrevi um comentário gigante que, por alguma razão, não pôde ser postado. Então, deixei um comentário bem menor para Chu, a dona do blog, dizendo que as palavras dela me evocaram tantas outras e eu precisava escrever sobre isso aqui.

Lembrei que durante muitos anos minha mãe tinha o hábito de se reunir com as amigas dela para tomar café. Até hoje, às vezes, elas ainda fazem isso, mas é raro. Na minha infância isso acontecia direto, talvez pelo fato de existirem crianças para brincar e fazer bagunça em volta delas. Minha mãe até tentou levar meu sobrinho para um desses cafés da tarde na casa de uma amiga que tem um netinho da mesma idade, mas os dois não se deram muito bem e ela acabou levando para casa um menininho chateado por não ter conseguido fazer amizade com o outro.

Na escola, eu e as minhas amigas, em todo trabalho nos reuníamos. Não sei como é isso hoje em dia, mas desde meus 10, 11 anos comecei a acostumar com esses encontros que acontecem até hoje. Só que hoje a gente se reúne mais para jantar do que para tomar um café da tarde gostoso. E as duas coisas são bem diferentes, eu acho.

Logo que eu mudei para Curitiba, ouvi falar que curitibano te convida para tomar café, mas não passa o endereço. Num dos primeiros finais de semana que passei na minha casinha, conversando com uma então colega do mestrado, nascida paulistana, mas curitibana até a raiz dos cabelos, minha surpresa foi que diante do meu convite em ela vir conhecer minha casa, ela perguntou onde eu morava. Combinamos um café pro dia seguinte, um domingo. Achei engraçado porque coisa de uma hora antes do horário que a gente combinou, ela liga um pouco receosa, tentando descobrir ser era pra ela vir mesmo. Eu ri e disse que estava esperando.

Foi o primeiro de muitos cafés da tarde, que se repetem quase toda semana. Nessa primeira vez ela trouxe um bolinho simples, como esse que a Chu fala no post, e tava chateada porque ele tinha rachado quando ela desenformou, ainda quente demais. Mas o bonito dos bolos simples é que até os farelos são gostosos e não tem muita importância se eles tem uma boa aparência.

Até porque, quem disse que a nossa aparência, por dentro ou por fora, está das melhores quando a gente vai tomar café na casa de uma amiga? Quando muitas vezes essas poucas horas são tudo o que você precisa pra contar que tá um caos, que sua vida não está tão boa quanto você gostaria e que você cansa. Não é reclamar. Meu blog tá aqui pra não me deixar mentir o quanto eu não gosto de reclamações à toa. Mas também tá aqui pra contar o quanto eu acho importantes esses lugares que a gente tem pra se despir da pessoa que desfila por aí.

Gosto muito desses cafés-da-tarde. Gosto muito quando minha mãe faz um desses bolinhos simples. O meu preferido é um branquinho, mesclado com chocolate. Sem cobertura, sem frescuras, mas extremamente gostoso. Como às vezes eu ouço a Flávia dizer, esses momentos são como abraços por dentro. E, de vez em quando, eles salvam vidas.

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