a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  sexta-feira, 8 de abril de 2011
Sobre o que não temos pra hoje

Anotação mental: tudo o que você se propõe a fazer na vida tem ônus e tem bônus. Se você não consegue lidar com um, ou com outro, essa não é sua praia.

Não entro em confrontos gratuitos, não entro em disputa de poder, não discuto com quem é incapaz de se perceber em algum momento equivocado. É perda de tempo e é entrar em loucura neurótica (e essas são as piores).

Já trabalhei em vários lugares e em todos eles, mas em todos eles mesmo, em algum momento parei e pensei: estudei tanto pra ouvir isso? Chego em casa e uma amiga relembra uma frase que eu costumava dizer: vejo de tudo e não morro.

É que vivemos um tempo de falta, minha gente: de educação, gentileza, vergonha na cara, limite, respeito...A lista é longa, poderíamos brincar de adicionar coisas eternamente. Mas ultimamente tenho sentido falta da compreensão. Compreensão tem vários tipos e para todos os gostos, a que eu estou falando especificamente é a compreensão da importância daquilo que você socialmente se propõe a fazer na sua vida.

Sabe, quando você é dono de uma construtora e um prédio desaba, a sociedade vai cobrar de você. Quando você é um médico e esquece uma pinça dentro do estômago alheio, a sociedade vai cobrar de você. Quando você é um jornalista e distorce os fatos, a sociedade DEVERIA cobrar de você. Quando você é um professor de português (e do meu ponto de vista, de qualquer outra disciplina) fala "pra mim fazer tal coisa", idem. Mais uma vez, a lista é gigante e poderíamos brincar de adicionar coisas eternamente.

Mas quando acontece uma tragédia, como a que aconteceu hoje em Realengo, e psicólogas e psiquiatras aparecem falando baboseiras, repetindo lugares comuns, quem cobra? E isso porque eu tô falando do que aparece na mídia. Imagina que a maioria das coisas a gente não sabe, nem fica sabendo, porque acontece quando a porta está fechada. E muita barbaridade acontece aí, muita mesmo. E tanta coisa eu escuto no meu dia a dia, convivendo com psicólogos, que só me resta fazer a Regina Duarte: eu tenho medo.

Só que acontece que eu sou professora. Que eu ajudo a formar psicólogos. E que toda vez que eu ouço barbaridades ou repetições papagaidas de conceitos e termos, eu lembro que elas passaram anos se "dedicando" para estarem ali. E aí eu repito a mim mesma como um mantra: é de formação que a gente trata, é esse o nosso negócio. Não tem a ver com diploma, esse é um bônus, tem a ver com FORMAÇÃO, essa sim, tem um ônus que não é pra todos, e que pode ser um bônus para alguns: respeito por quem vai recorrer à sua profissão.

Acho que é de ética que eu tô falando. Ou de bom senso? É o que não temos pra hoje.

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