a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  segunda-feira, 21 de março de 2011
Sobre o primeiro de outono

Começou às 11h que foi a hora que eu consegui sair da cama. Digo consegui porque até às 4h, talvez até mais tarde, estava eu dando voltas e mais voltas de um lado para o outro da minha cama. Eu tinha planejado levantar cedo, lavar roupa, sair para pagar contas, cancelar meu alvará de autonômo que não está me servindo pra nada. Aí eu ia almoçar na casa de uma amiga, também conhecida como a mãe do Francisco e entregar um presentinho pra ele.

De manhã, só consegui cumprir a última parte. Não sabia o que vestir. Como se vestir quando você olha pela janela e vê aquele céu curitibano? Aquele céu que indica que à noite vai esfriar e que você, que tinha planos de não voltar pra casa porque vai emendar o dia com os compromissos da noite, pode ficar com calor ou com frio. Enfim, coloquei uma blusa de fio por cima de uma camisa, um casaco meia-estação (estamos nela, não?) e uma echarpe.

Chegando na casa da minha amiga lembro que não entreguei o relatório da qualificação par a suplente da banca e que se alguma merda acontecer amanhã, não vai ser nada bonito. Merdas que podem acontecer quando pensamos em aeroportos brasileiros e tempo que pode estar ruim. No fim, tive que voltar pra casa para pegar o pen-drive, brilhantemente esquecido em cima da mesa. Pen-drives servem para ficar na bolsa. Quando você usa em casa deve guardar imediatamente na bolsa, é quando ele não está lá que você mais precisa dele.

Resolvi voltar pra casa a pé, só pra me castigar, paguei as contas, voltei pra casa e saí de novo. Deu tempo de arrumar a cama que tava fazia uma semana sem sentir o peso da colcha. O tempo não me animou a lavar a roupa. Imprimir, encadernar, deixar na universidade. Depois de tudo isso, foi possível tentar cancelar o alvará. Tentar, porque não levei minha carteirinha do conselho para xerocar. Fail.

Como havia combinado de encontrar dois amigos no Estação e eu estava na Rui Barbosa, fui andando. No caminho parei na loja de tecidos para ver as novidades e não sei se a Polly viu, mas tem tecidos lindos de corujas. Não comprei nada e cheguei cedo demais no shopping. Reli a dissertação e senti vergonha, não estou achando nada bom. Enfim, agora já foi.

Encontrei os amigos, fomos para a associação. Estudamos um texto do Lacan que falaram que ia ser fácil. Oi? Não foi. Peguei carona até a Rui Barbosa. Quando saí do carro, senti aquela rajada de vento com chuva fina que castiga. No ônibus, parasitas sociais escutavam música no celular sem fone de ouvido. Olhei feio. Fui ignorada. Desci no ponto que é mais longe, mas menos perigoso, comprei pão. Voltei pra casa e vi que a secretária do mestrado pediu documentos preenchidos com firma reconhecida pra amanhã. Pra AMANHÃ, que é o dia da minha qualificação.

Parte boa: está frio e o tempo está chuvoso. Vou estar charmosa usando um trench coat.

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