a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  domingo, 27 de março de 2011
Queixumes, reclamações e afins

Não me considero uma pessoa reclamona. Pelo contrário, acho que tenho tido bastante sorte até aqui. Demorei poucos meses para conseguir o primeiro emprego depois que me formei, depois veio outro emprego, veio o mestrado, outro emprego e enfim, à medida que a vida foi me acontecendo, ela também foi funcionando. Sei bem que, se meus planos não derem certo, um emprego que me garanta minhas contas pagas, eu vou ter, então, a reclamação não tem a ver com isso.

Tem a ver com uma ansiedade em relação justamente aos planos. Lembra daquela época em que angústia era escolher um curso pro vestibular? Queria aquela ansiedade de volta pra mim. Não porque eu tenha errado na escolha. Não, não. Quer dizer, primeiro eu errei, depois voltei atrás e acertei o passo, nunca duvidei disso. Sou psicóloga e isso é fato consumado. Só que eu sou também professora e isso é fato consumado da mesma maneira. E essa última parte é que me tem provocado as mais diversas angústias, que eu tô chamando de queixumes e reclamações.

Conversando com uma amiga que se formou praticamente ontem, eu percebo que essa angústia não é só minha. Muita gente mesmo ainda tem chão pela frente antes de encontrar um lugar e nele assentar. Outro dia, numa outra conversa, com outra amiga, ela também perguntava (e me perguntava) por que algumas pessoas que ela conhece parecem estar tão satisfeitas. Por que parece que é só com ela esse negócio de pensar "e agora?".

Minha amiga recém-formada tá vivendo a ansiedade de quem acabou de sair da faculdade e precisa decidir o que ela vai querer fazer com a profissão dela. Escolha muito da difícil, preciso dizer, e tem gente que passa a vida se perguntando se não escolheu errado. Minha outra amiga volta e meia se cobra uma posição mais ativa para tentar responder ao "e agora?".

E eu fico aqui pensando que eu sei exatamente o que eu quero. Sei bem que sou professora e que sinto falta quando não estou professora. Sei bem que quero fazer o doutorado logo depois que terminar o mestrado. Só que a ansiedade que isso me provoca tem me tirado umas boas noites de sono. É que eu sempre quis as coisas pra ontem. É que eu sempre quero resolver logo, riscar da lista, da agenda. Coisa de gente desequilibrada, eu sei.

No dia da qualificação, a professora querida que veio pra minha banca, quando eu disse que queria fazer doutorado logo em seguida, disse que é bom. Que eu termino o mestrado e tenho meses pra me preparar pra seleção. Mal sabia ela que eu achava que dava pra fazer essa seleção esse ano ainda. E nesse sábado em que essa angústia não me permite dormir, descobri que só se eu fosse louca de pensar em tentar. Quer dizer, isso implicaria voltar pro francês, fazer um anteprojeto antes de terminar a dissertação, publicar como se não houvesse amanhã, enfim...

E há amanhã. E as universidades todas continuarão no mesmo lugar. E editais de seleção abrirão a cada ano e concursos para professores também. Então, vamos fazer o favor de sossegar. Esse é o ano pra terminar o mestrado, para participar de congressos, escrever artigos e melhorar o currículo. Ano que vem é outro ano. Vamos esperar.

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