a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  sábado, 8 de janeiro de 2011
Sobre crescer


E aí sempre tem esses dias em que o peito esvazia. Você sabe como é. É quando, sem perceber, você precisa respirar e expirar bem fundo, como se fosse ar o que estivesse faltando. Como se fosse com ar que desse pra preencher aquele buraco. A contradição é que em dias como esses, ao mesmo tempo em que a gente precisa dessas "respiradas" para ver se consegue ficar mais pleno, a gente sabe que está cheia de alguma coisa e essa coisa é angústia.

E quando eu tento me encher de ar, é como se eu quisesse sufocar o espaço de algo que está tomando todo o lugar, que está oprimindo o peito e que, quando alguma coisa ou outra acontece, pode fazer acontecer aquela dorzinha de novo, aquela dorzinha que já foi dorzona e que agora você consegue dar conta, porque deixou as coisas pra lá, porque concentrou suas energias em outras coisas, porque seguiu pensando nos planos que dependem exclusivamente de você e que também te deixam feliz, pelo menos sempre que você não precisa lembrar de respirar fundo.

Outro dia, umas amigas vieram aqui em casa e ficaram admiradas quando eu falei da minha necessidade de deletar as pessoas, de colocá-las em uma pasta inacessível, como se fosse possível riscar os abandonos e as desistências de mim. Só que quando eu coloco pessoas nessas pastas, fica muito difícil não colocar lugares, palavras, músicas, filmes e até outras pessoas. E esse sempre é o meu medo, especialmente quando as outras pessoas chegaram antes da que precisa ser relegada a um plano onde meu coração fica imune à lembrança de ter sido ter sido deixada pra lá.

E de vez em quando me perguntam: Mas você não pensa mais nisso, não é? Eu faço de conta que não, quando sei que, na verdade, o que acontece é que eu não falo mais e tento não rememorar as coisas tão pequenas e tão poucas. Tento. E tenho conseguido. Mas volta e meia eu preciso lembrar da minha imaturidade e inabilidade em lidar com as desistências dos outros. E aí digo a mim mesma: cresça.

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