a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Sobre dores

É sempre assim, a pior dor é aquela que pega a gente desprevenido. Um exemplo igual, só que ao contrário: Eu limpava meu fogão quando derrubei uma das tampinhas das bocas no chão. Eu estava de chinelo e meus reflexos não foram rápidos o suficiente e a tampinha caiu em cima de um dedo meu. Mas antes de ela cair, eu já sabia que ia bater no dedo, só que eu não tive tempo de tirar o pé, então, soltei um "filhodaputa" e segui limpando o fogão.

Só que nem sempre é assim, gente. Nem sempre, em pensamento, a gente já prevê que vai doer. Às vezes você entra no seu orkut, que você entra há cinco anos - tendo até ganhado um selo por isso, olha que parabéns - e o bonitinho do orkut faz o quê? Te sugere um amigo. Pior do que isso, ele sugere que você CONVIDE um determinado amigo para entrar no orkut. E você não estava preparado para duas coisas:

A primeira: ver aquele nome por escrito. Porque ver ele por escrito dói também. É claro que não dói tanto quanto encontrar na rua, no bar, na praça, mas DÓI. E você não tava esperando ver aquele nome ali, você espera ver em outros lugares, tanto que esses você tem evitado, você nunca mais abriu aquela revista em que invariavelmente vai ver o nome que não quer ver. Nem o dele e nem os nomes relativos a ele, porque é difícil pra caralho pensar que aquelas pessoas que você nem chegou a conhecer direito sabem mais do que você sobre o que te aflige.

A segunda: saber que aquela pessoa antes tinha orkut e por isso, agora que o mesmo sugeriu que você a convidasse para entrar, você vai ficar imaginando porque não tem mais. E como existem outras redes sociais no universo, você vai precisar ficar mordendo os nós dos dedos várias vezes, lembrando sempre que, se foi difícil ler aquele NOME, escrito em letras garrafais, imagina o dia que você trombar por acaso? Ou o dia que você ficar sabendo alguma coisa via redes sociais? Tudo tão difícil...

E sabe, não é que eu ainda esteja me corroendo de dor. Nem a raiva que eu senti eu sinto mais. E a angústia, pfff, essa atingiu níveis mínimos. Acredita que agora eu até consigo escrever? Ler, pensar, me concentrar? E o mais foda é que toda vez que eu penso sobre esse assunto, ou que alguém me pergunta, meu primeiro pensamento é "Amiga, não é pra tanto. Segue tua vida, tu já passou por piores".

E é verdade. Gente, né? Eu lembro de uma vez que eu acordei tão inchada de chorar que meu rosto estava deformado, sem exagero, eu não conseguia abrir mais que uma fenda dos olhos. Ok, eu derramei umas lágrimas por causa dessa história que eu tô contando, mas, mais uma vez, pfff. Daí eu me pergunto: "É, bonitinha?! Então, por que dói?". E respondo: "Porque é rejeição".

E nesse maravilhoso acordo, o que entra com a bunda sempre, sempre vai sofrer. Se não sofreu, é que a bunda nem estava mais lá à disposição do pé chutador. Faz dois meses que uma história que não durou dois meses terminou. E sim, tá passando, mas orkut, amigo, não faz mais isso comigo.

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