a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  domingo, 24 de outubro de 2010
Sobre essa fé infindável

Tenho uma fé infindável nas pessoas, realmente acredito nelas. Acredito nos sorrisos, na palavra carinhosa, no gesto de reconhecimento, na lembrança. Para mim, essas coisas todas são sinais que eu ganhei alguém pra sempre. Não alguém para ser meu (porque tem um tempo já, aprendi que isso não existe), mas alguém com quem contar, confiar, amar, escutar, abraçar, telefonar, convidar pra um cinema, um café, um almoço ou jantar, não importa se é para beber ou comer, como também não importa que a gente faça nada, desde que seja junto: o que conta nessas horas é o junto.

Quanto vale o junto? Canso de dizer (e de me dizer) que vale tanto quanto o sozinho e o investimento é parecido na quantidade e na qualidade. Digo isso porque penso ser preciso investir nas pessoas e por isso confiar nelas.

Digo e repito e tomo no cu, porque em português cuspido e escarrado é isso que acontece...às vezes. Na minha vida, por sorte ou merecimento, não sei, a regra é minha fé ser assegurada. Mas de vez em quando falha e aí fico mal. Além de ingênua, insegura, besta, romântica à enésima potência, pego a culpa todinha pra mim e penso: errei.

Quando eu gosto de alguém gosto tanto. Não consigo esconder e acho besteira tentar.

Estou triste. Tenho criado compromissos, viajo, saio pra caramba, converso com todo mundo. Mas na hora de dormir eu lembro. Lembro que gostei de alguém e que a despeito das expectativas, gostei como amigo, como boa companhia, conversa certa. Gostei como alguém pra confiar, alguém parecido.

A maior tristeza, aquela da qual não me envergonho nunca, é essa: um dedo em riste me dizendo Não te disse para ter mais cuidado? É que não dá. Cuidado para não me machucar? Não dá. Cuidado, tenho com quem gosto, porque acredito mesmo que eu tenha essa responsabilidade.

Me pego desejando ter agido diferente. Me pego querendo não ter me envolvido. Mas o que eu queria mesmo É não ter me enganado. É continuar acreditando que o que nasceu é importante pros dois lados. Se não, a sensação que eu fico é de que minha fé é pueril e que eu deveria crescer e ser mais precavida. E aí, me fecho.



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