a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Sobre um outro tipo de urgência

Hoje eu tô precisando de mim. Preciso ficar comigo e só comigo, sem compartilhar meus pensamentos, sentimentos, angústias, urgências.

E hoje tenho tantas urgências...

O que eu devo fazer com elas? Colocar dentro de um buraco escuro e empurrar uma cômoda bem pesada? Não tem mais como.

Por isso preciso ficar sozinha. Preciso colocar uma roupa que eu gosto e que me faça sentir bonita, passar um corretivo nas olheiras e ir ao cinema assistir a um filme qualquer. Não é pra esquecer dos meus colapsos que faço isso, mas porque não quero esquecer que sou boa companhia.

Comecei a perceber que sempre que chego no meu apartamento eu me sinto em casa. Ando descalça e troco as flores porque eu gosto das flores bonitas, mesmo que ninguém venha me visitar. São flores minhas, que eu compro pra mim, porque eu sou o tipo que gosta de ganhar flores, esse um hábito tão esquecido.

Aliás, uma das coisas que eu mais gosto da minha outra casa, aquela que está onde estão aqueles que eu mais amo, é o cheiro das flores que a minha mãe sempre planta. Lá tem flores no inverno e tem flores no verão e a minha casa cheira bem. Da última vez cheguei antes das 6 horas da manhã, quando saí do carro senti o cheiro de casa, cheiro de flores molhadas pelo orvalho, o cheiro de um lugar que está sempre lá.

Quando eu era criança, a minha própria companhia já era uma das minhas preferidas, e eu podia passar horas sozinha, perdida em fantasias. Isso tem tanto a ver com o que eu sou hoje que acho bonito o quanto eu fui uma criança que ficava feliz em poder ficar só imaginando as coisas mais bonitas. Lembro que meus sonhos eram lindos, jardins maravilhosos, com fontes de água clara e não dava nunca vontade de sair lá de dentro.

É mais ou menos o que eu sinto quando eu tô na minha casa, com a televisão desligada, sem ouvir música. É aquela sensação de paz, que eu vinha buscando desde sempre. Desejo dos bem antigos esse. É pra que eu não esqueça de nada disso que eu vou ao cinema agora. Só eu. Hoje eu tenho urgência em ficar comigo.

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