a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  terça-feira, 21 de setembro de 2010
Sobre medo



Sei que o fim do ano não está tão perto, mas já começo a pensar e fazer balanços desses meses que passaram. Sem querer agourar (ando ouvindo muito falar em agouro nos últimos dias), mas tem sido um bom ano. Tem sido um ano particularmente surpreendente por vários aspectos e, definitivamente, nada tenho a reclamar.

Depois que meu namoro terminou, fiquei sozinha durante muito tempo. E mais importante do que isso: eu quis ficar sozinha durante muito tempo. Isso quer dizer que nestes meses fiquei tão voltada para o que acontecia comigo, com a minha vida, com as escolhas que só dependiam de mim, com a realização de meus gostos e meus desejos que pude me reencontrar.

Com isso não quero dizer que durante meu namoro eu me perdi de mim, ao menos não completamente. Uma das coisas que eu mais gostava no meu namoro era a possibilidade de ser, e esse é realmente um saldo positivo que vou continuar buscando quando eu for me envolver de forma séria com alguém.

Quando falo em possibilidade de ser, falo da condição que você tem ou não de se assumir apesar de. Apesar da distância, das diferenças, das opiniões, dos manejos que a gente acaba fazendo com o outro, enfim, do curso natural de relacionamentos que, inevitavelmente, nos tiram coisas à medida em que nos dão.

Esses meses foram tão necessários que, pra mim, sempre é difícil entender como uma relação pode emendar na outra. Não é um julgamento, só uma dificuldade de compreensão. Mesmo. Porque eu me perco um tanto nos relacionamentos e para poder começar outro, preciso reencontrar onde ficou esse tanto.

O último mês tem sido bem surpreendente em vários sentidos. O principal deles é que me levou para uma direção para qual eu realmente me sentia incapaz. É que eu achava que a gente se apaixonava de verdade só uma vez na vida. Eu achava que o peito só apertava daquele jeito com uma única pessoa, que a fome ia embora e que o frio na barriga só eram permitidos uma vezinha de nada.

Por causa disso, e pela felicidade em descobrir que eu estive redondamente enganada, eu tenho medo. Mas mesmo assim, repito o que disse na primeira vez que isso aconteceu, há alguns anos: pode ser que o tombo seja grande, mas enquanto me for permitido, eu vou subir mais um pouco. E quando escrevi isso, pensei em Up, e no quanto perceber a importância da causalidade dos encontros podem nos fazer subir alto. Tenho medo porque sei que da delicadeza da situação. Mas a angústia já passou. Agora dá pra respirar.


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