a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  terça-feira, 28 de setembro de 2010
Sobre amor

Sabe que ontem, depois que minhas amigas foram embora, lavei a louça, arrumei tudo e fui deitar no sofá. Meu pai assistia ao Fantástico e eu fiquei rindo com ele dos pernas de pau que mandam vídeos de suas peladas de fim de semana para serem tristemente comentadas. Quando ele foi dormir, mudei de canal e tive uma dessas surpresas que só sente quem tem filme preferido.

Como tenho alguns, e como é muito minha essa coisa de assistir filmes vezes sem conta (e que o diga "Dez coisas que eu odeio em você"), não são raras as vezes em que paro o que estou fazendo para uma história que não sem razão foi importante. Esse filme que me fez parar domingo à noite, não entrar na internet, não ir dormir, não ir ler um livro, enfim, não procurar coisa melhor, foi "Peixe Grande".

Já falei sobre como me comove o gesto de roubar os sapatos de quem chega, como se assim fosse possível segurar por perto quem a gente gosta (como se não desse para ir embora descalço, sem roupa, sem nada, quando existe desejo). Já falei sobre a condição de olhar para vida a partir de toda a grandiosidade que ela pode alcançar e não da dificuldade em sonhar mais. Já falei do quanto, desde criança, sou fascinada por tudo o que é inventivo e mágico. E tem tanta magia em tirar grandes histórias das mesmices de sempre.

Bom, pensei nisso tudo mais uma vez, mas também em outras coisas. Como sempre, chorei no fim, e especialmente dessa vez, olhei pra esse fim mais de perto. E olhei porque tinham acabado de deixar a minha casa pessoas que realmente importam muito. E chorei porque eu estava em casa num dia em que realmente precisei estar lá, mesmo estando com preguiça da viagem, mesmo achando mais cômodo passar o fim de semana aqui em Curitiba. Eu havia decidido não ir, e muito de repente, mudei de idéia, fiz uma mala em dois minutos e fui.

E que fim de semana bom. Bom para dormir, bom para sair, conversar, olhar fotografias, contar histórias, ouvi-las. Sentar com o pai e a mãe e tomar chimarrão no fim de tarde, tomar de novo pela manhã. Deitar no sofá com a Lola no colo, dengosa, fofa, querida, com todo aquele carinho gratuito. Dormir na cama da minha infância, com edredon de bailarina e cortina de babado. Poder saber que as minhas histórias têm a graça que têm por causa disso tudo, por causa deles todos.

Hoje eu tive uma notícia atordoante e maravilhosa que me deixou literalmente tonta. E me deixou tonta porque o filme de uma vida toda veio à cabeça em turbilhão. E como são muitas histórias, como é muita coisa compartilhada, é louco, mas também é lindo. As histórias continuam andando e que bom que é saber quem a gente tem: as nossas pessoas. Todas muito importantes e que me ajudam a continuar a história sempre, praticamente adivinhando, prevendo e acolhendo o que acontece depois. Ainda bem que eles existem.

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