a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Sobre viver

This little girl she grew up and moved away and she
She lived her life full of risk and full of play and she
She lived her life, with so much to say, and
Her flowers they grow more beautiful everyday


Dormir, acordar, tomar café da manhã, trabalhar, almoçar, trabalhar um pouco mais, voltar para casa, estudar, tomar banho, conversar com as pessoas da sua vida, sair, se divertir, rir das besteiras sérias, das divertidas, rir das próprias misérias, acudir, abraçar, sorrir, chorar, tomar café, jantar com as amigas de uma vida inteira e rir outra vez, sair com os amigos que agora fazem parte, passar os domingos conversando com quem nunca imaginou que poderia ser uma das suas pessoas, ir ao cinema assistir bobagens e coisas sérias, oferecer macarronadas, canjas. Dar e pedir colo. Dar e pedir carinho, beijo, abraço, conversa. Isso é seguir vivendo.

Não somos nós quem vamos até os lugares, mas eles que chegam trazendo um pacote de ventura. Ventura é sorte, boa ou má. Impossível a vida ser perfeita o tempo todo. Impossível ser imperfeita o tempo todo também. Trata-se mais de receber com muita delicadeza o que começa a acontecer, o que a vida traz, sem saber ao certo porque você gosta de uma pessoa, porque não gosta de outra. Para que perder o tempo pensando nisso se isso é seguir vivendo?

E seguir vivendo é diferente de existir num lugar, é bem ao contrário de estar numa cidade, num trabalho, num mestrado, numa profissão. Seguir vivendo é aceitar o que é oferecido, e aceitar não quer dizer receber passivamente, como se não dependesse também de muita boa vontade e capacidade de amar as cores, as formas, os cheiros, as pessoas de antes, as pessoas de agora, as pessoas de sempre.

Confesso: Tenho medo. Tenho medo porque o que chega rápido pode muito bem ir embora bem depressa. Mas sei que isso não é regra mesmo. Tantas coisas duradouras também escoam pelos dedos sem você ter a menor chance de apanhar, porque não há movimento reflexo capaz de captar o que evapora. Isso sou eu vivendo, vivendo e contando da felicidade imensa que os encontros e os reencontros tem trazido.

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