a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  terça-feira, 18 de maio de 2010
Sobre os dias de chuva

Desde que comprei um guarda-chuva decente, não suspiro mais quando olho para fora e prevejo um dia chuvoso. Hoje foi um desses dias que choveu da hora que eu saí de casa, até a hora que eu voltei, apesar de o sol do fim da tarde bem ter tentado, de um jeito muito, muito tímido, aparecer para dar o ar da graça, tarde demais, manchas de bolor já começavam a se formar em mim.

E eu estava de tênis, mas por pura falta de opção. Quem já andou em Curitiba sabe, é uma puta ousadia colocar um salto alto se você tem que percorrer mais que dois quarteirões por estas calçadas de paralelepípedos. E número de quadras que separa a minha casa da UFPR é pelo menos dez vezes maior que isso. Não tô reclamando, gosto dessa caminhada. É aquele momento que eu coloco os fones e vou cantarolando, pensando na vida e arrumando na minha cabeça tudo o que eu tenho para fazer.

Diante da chuva que caía quando eu saía, o porteiro me pergunta "Vai sair com essa chuva?". Respondo que não me resta outra escolha, me encho de coragem, abro o guarda chuva e saio. Vou andando devagar para que as calças não molhem (muito). Os tênis não tinham salvação quanto a isso, e por isso, meus pés estavam fadados a ficar molhados e gelados. Andando e cantando na chuva, percebi que quem anda para lá e para cá e que não tem outra escolha em dias de chuva, precisa mesmo é de um bom par de galochas. Voltei para casa decidida a comprá-las, coisa que acabei de fazer, e agora espero ansiosamente meu pedido ser processado e as galochas chegarem na minha casa, cheirando a novas, num prazo de um dia útil (uma das coisas boas de se morar numa capital).

Mas além de pensar em galochas, esse dia insistentemente molhado me fez perceber que chuva é um momento ideal para se medir o nível de gentileza das pessoas. Tem aqueles carros que fazem a curva mais devagar, sabendo que se entrarem muito rápido vão dar um banho nos pedestres que esperam o semáforo abrir. Tem aquelas pessoas que param quando percebem outro guarda-chuva vindo na direção contrária e que, se os dois tentarem passar ao mesmo tempo, vão se enganchar. Há ainda, os mais generosos que percebendo não ser fácil carregar bolsa, guarda-chuva e sacola de compras ajudam a gente a subir no ônibus.

Eu prefiro não falar dos não generosos hoje. Melhor não reclamar deles e parar o post por aqui desejando que em outros dias de chuva, eu encontre mais gentileza e menos individualidade de quem quer evitar de se molhar, não importando quantos outros se molhem a estas custas.

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