a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  quinta-feira, 18 de março de 2010
Sobre gente que sabe tudo

Poucas coisas irritam mais do que gente que sabe tudo. Hoje um caso em particular me incomodou muito. Eu não sei o que me irritou mais, se foi a forma como a questão foi divulgada ou a infeliz da psicóloga que deu uma declaração a respeito.

Vira e mexe, aparece alguma notícia polêmica e os jornalistas correm entrevistar uma psicóloga, porque afinal psicólogas entenderiam tudo sobre o comportamento humano, donas da verdade sobre o que diga respeito a crianças, pais, mães, professores, crimes, enfim.

A guarda que retirou a criança do colo da mãe, bem como o que a ajudou não machucaram ninguém fisicamente. A mulher estava cumprindo uma ordem judicial, se ela não tivesse pegado a criança, estaria sendo criticada por isso. Ela deu uma entrevista em que foi extremamente coerente, falando que é lógico que aquela criança iria chorar, uma vez que ela estava sendo tirada da única referência que ela tem, independente se aquela fosse uma boa ou uma má mãe.

Não sei também se a acusação sobre a mãe procede, o que eu sei é que quando uma criança pode estar ameaçada ela precisa ser retirada dos pais para averiguação, até aqui, tudo foi feito dentro dos conformes. Se a psicóloga que deu a entrevista realmente acredita que a mãe ia se acalmar se visitasse o local em que a criança ficaria, ela deveria fazer essa pergunta pra si mesma. Se ela tem tanta sensibilidade, ela poderia se candidatar a retirar crianças de mães desesperadas pela pobreza. E até onde eu entendo a criança merece que a mãe prove que não a usava para sensibilizar pessoas, pedindo esmolas.

Só que é mais fácil não pensar nisso e ignorar ou sentir repulsa por essas mulheres e essas crianças na rua.


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