a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  sábado, 20 de fevereiro de 2010
Sobre êxito

Se lembra quando a gente chegou a acreditar que tudo era pra sempre, sem saber que pra sempre sempre acaba?

Ontem foi a colação de grau da última amiga minha que ainda estava na faculdade. Como eu, ela começou um curso e desistiu, apesar de ter levado um pouco mais de tempo para perceber que aquilo não era para ela. Mas ao contrário do que pode significar para muita gente, desistir não é necessariamente fracasso, pode inclusive ser a melhor forma de êxito, e tenho certeza que ela concorda comigo.

Quando eu me formei tinha vários planos. Não me desviei deles em nenhum momento, mas me desviei do caminho que eu tinha julgado ser o melhor para chegar lá, e foi um sofrimento abrir mão, nossa, como foi. Deve ser isso que os homens sentem quando não querem perguntar para ninguém como faz para chegar a algum lugar. É que a gente tinha certeza que sabia que por ali daria certo.

Tenho certeza que minha amiga não se arrepende por ter desistido da primeira faculdade quando chegou na metade do caminho. Ela nem se questiona se foi a coisa certa ter parado a nova faculdade no terceiro ano para ir ficar quase dois anos nos Estados Unidos, porque terminar o curso não era objetivo dela. Eu não sei exatamente quais são, mas sei que terminar um curso numa faculdade foi só um passo da realização desse ou daquele objetivo. E que nisso, ela teve muito êxito.

Ontem eu tive vontade de chorar. Fiquei na vontade e realmente não chorei. O que faz parte das minhas mudanças, me disseram uma vez. Eu que era uma chorona inveterada, hoje me emociono, mas não a ponto de todo mundo perceber. Fiquei mais durona. E nesse ponto, a minha opinião é que deu uma contrabalanceada e me sinto melhor assim. Não fiquei fria. Fiquei menos evidente e mais protegida, mais comedida em relação a muita coisa.

Isso faz parte do êxito e tem a ver com coisas que mudaram e que eventualmente tenham acabado. E isso dá um puta de um aperto no peito, porque nisso de ter êxito nas coisas, não dá pra evitar as mudanças. Tem sonho que fica pra trás, tem idéias que mudam de lugar, pontos de vista que já eram, novos que chegam. E tem gente que fica num lugar guardado no passado da gente. Lugar importante, lugar de destaque, mas que acabou. Eu tava vendo as fotos da minha formatura e aí entendi porque chorei tanto naquele dia. Era uma despedida de tudo, mais do que da faculdade, mais do que das amigas, mas de quem eu então julgava ser. E não é fácil despedir-se de quem a gente foi.

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