a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Sobre isso de agradar

Gasta-se muita energia nisso de agradar e responder às expectativas. Hoje penso que a diminuição das expectativas que eu tenho em relação aos outros tem a ver com o fato de eu ter cansado de tentar agradar a todos, de ser a que escuta, a que faz o que se espera, a que pode exigir muito, porque dá muito.

Hoje a doação é menor. Talvez essa tenha sido a maior mudança e a que mais choca, e que fez com que me estranhassem e não gostassem mais, ou gostassem menos de quem eu sou hoje, que não me conheçam mais.

Acho que foi uma questão de autopreservação, a maneira que usei para poder elaborar vários lutos que vieram de uma vez, de uma hora pra outra. Engraçado, a culpa, aquela que dominava até quando eu não atendia a expectativa de ser organizada, essa não me é tão companheira hoje em dia. Sem grandes culpas pelos 15 dias sem postar.

O maior problema das expectativas, e da vontade exagerada de agradar, é que essa é uma fórmula autoenganadora. Quando eu agrado, eu quero ser agradada, quando eu sou legal para os outros, quero que os outros sejam legais comigo. E uma das descobertas mais difíceis é que essa contrapartida pode não vir. Porque o outro é esse filhodaputa que faz o que quer, sente o que bem entende e fala o que deseja. Fora do nosso controle onipotente.

Só pra constar, esse controle onipotente, apesar de muito importante quando a gente é criancinha, e precisa mesmo acreditar nisso, ele nunca existiu. Foi importante, fez parte da sua vida, mas era uma ilusão. E nos emperra se continuamos presos nessa ilusão de que o outro vai fazer o que queremos, inclusive nos admirar.

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