a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  domingo, 6 de setembro de 2009
Sobre quando é preciso levantar

Quando você chega ao fundo do poço você percebe que o medo que sentia quando estava caindo era bem pior do que estar lá. Quando penso nas coisas ruins que já me aconteceram, ou quando eu escuto a história de alguém, sempre chego a mesma conclusão: o caminho que nos conduz para o fim é muito mais difícil que o fim em si.

Fim de quê? Fim de algo importante o suficiente para que a perda tenha sido sentida com aquela dor que dói na boca do estômago, no fundo do peito, no nó da garganta e parece que não vai embora nunca! Aquela sensação de estar tão perdido e de que daqui pra frente nada mais vai ter a mesma graça, o mesmo sabor e que todas as vezes que você rir, vai ser um riso forçado.

Isso é o que a gente pensa, até que finalmente a queda termina e você chega naquele lugar em que, de tão sozinho, precisa se deparar com seus erros e escolhas tortas, com as muitas vezes em que você se enganou, e como isso é dolorido. E aí existem duas escolhas bem difíceis: uma delas é levantar e seguir em frente, escolhendo caminhos diversos, feios, bonitos, jovens, velhos, mas que te levem em outra direção; a outra é permanecer por lá e deixar a vida passar.

O momento em que alguém toma a decisão de levantar é um dos mais bonitos de se presenciar ou de se ouvir, especialmente quando se trata de quem que você gosta. Eu fico tão emocionada, porque eu tenho tanta fé no ser humano que me orgulho dessa condição de seguir em frente, de sublimar a dor e encontrar em outras coisas a graça dessa vida que não é nenhum jardim de rosas, mas mesmo assim, pode ser boa, boa pelas pessoas que fazem parte dela.

Nos últimos dias, duas amigas e duas histórias diferentes me fizeram pensar sobre isso que eu escrevi hoje e eu poderia escrever um livro sobre essas histórias, sobre a maravilha delas, sobre como é bonito chegar na escuridão e descobrir que lá existe um espelho pior que espelho de elevador para revelar todas as nossas verdades e mentiras. Quando você se olha nesse espelho e vê ali uma razão pra recomeçar a escalada de volta, é lindo!

A Simone de Beauvoir tem uma frase em que diz que o que mais angustia as pessoas diante de um suícidio não é a imagem da pessoa morta, mas a tristeza que a dominava logo antes. Talvez seja difícil lidar com suicídios por nossa tristeza ser muitas vezes tão grande quanto a tristeza de quem se mata. Quando eu me deparo com o espelho que está lá no fundo, eu também escolho o suicídio, não o do meu corpo, mas das escolhas que me conduziram até ele.

E deve ser por isso que depois que a gente se levanta, lembra delas com a tristeza de quem lembra de alguém que partiu. Por isso que o perdão é importante. O perdão pelos próprios erros, lembrando sempre que eles te conduziram, de alguma forma, para a pessoa que você é hoje.

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