a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Sobre uma espécie de amor

Outro dia assisti "A menina no país das maravilhas". Havia visto na locadora algumas vezes, mas a irmã da Dakota Fanning como protagonista não me apetecia. Depois eu li a sinopse, fiquei interessada, mas optei por outra coisa e não pensei mais a respeito, até que li uma frase do filme que chamou a atenção e me convenceu a tirar as minhas conclusões:

A uma certa altura da vida, provavelmente quando tiver passado boa parte dela, você abrirá os olhos e se verá por aquilo que é, especialmente por tudo que a tornou diferente das chatices das pessoas normais. E você dirá a si mesma: "eu sou esta pessoa". E aí, nessa afirmativa haverá uma espécie de amor.

O filme é realmente muito bom. É bonito, a história é bem construída, a família demonstra muito bem como alguns relacionamentos podem ser patológicos por mais amor que exista, enfim, gostei bastante, com exceção de um detalhe mínimo que não vou comentar porque seria spoiler.

Mas é sobre a frase que eu vou falar. Sobre a verdade que existe nela, verdade libertadora, pra dizer o mínimo. É isso, essas palavras traduzem tão bem a maravilha que é gostar de ser o que você é apesar de ser diferente dos outros. A beleza em ter coisas pra chamar de suas que não necessariamente tem a ver com o que a maioria das pessoas considera importante por nos tornar normais.

Eu tenho certeza das minhas loucuras e bizarrices. Do meu jeito atrapalhado e esquecido. Do jeito como eu me deixo levar pelas mentiras mais absurdas que as pessoas contam só para se divertirem com o fato de eu acreditar nelas. Eu sou esta pessoa, e demorei pra perceber o legal de ser desse meu jeito, que pode constranger quando alguns pensamentos pulam à boca, ou quando faço caretas de insatisfação. Eu sou esta pessoa que tem um senso de humor ácido, que fala o que pensa, que gosta de conversar sobre a vida. Eu sou esta pessoa que resmunga sozinha, que chega sempre mais cedo, que toma litros de café e coca cola.

Eu sou diferente de todas as pessoas que importam pra mim. E gosto absurdamente delas mesmo assim. Essa é uma espécie de amor difícil de descrever, mas justamente a espécie de amor que faz os outros amarem a gente também.


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