a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Sobre quando ficamos mais velhos

Oficialmente ainda não entrei no meu inferno astral mas já passo por momentos de reminiscências às vésperas dos meus vinte cinco e anos. Ontem, na viagem pra São Paulo, pensando sobre tudo um pouco durante a insônia típica desse roteiro, comecei e pensar nas minhas amigas de todas as épocas.

Algumas passaram por pequenos períodos de tempo e ainda assim, na época foi sincero. Da maioria o desligamento foi natural, sem grandes constrangimentos e maiores problemas. Muitas, não vejo há anos. A maioria, até encontro por aí de vez em quando e lembro das razões de uma amizade que nem sempre são fortes o suficiente para se firmarem, e tudo bem.

Uma vez me disseram que as madrinhas do casamento são as amigas da faculdade e não as amigas de infância. Minha primeira amiga que casou mesclou entre grandes amigas de infância e grandes amigas que conheceu na faculdade e ficou feliz por isso. Prefiro não pensar a respeito, até porque, a ideia que faço de um casamento não comporta meia dúzia de casais de padrinhos para cada lado.

Tenho boas amigas da faculdade e boas amigas de infância e ultimamente, tenho mais contato com as últimas. Fico feliz por tantos anos terem passado, com algumas delas quase vinte anos, e ainda podermos sentar na mesma cozinha, comer o mesmo cachorro quente e rir de coisas que certamente não são mais as mesmas. Outro dia, num desses "eventos" eu falava de alguns nomes que hoje não me dizem muito, personagens na história da minha vida, e que na época fizeram algum sentido, o que só demonstra a importância dos figurantes.

Certa vez, uma amiga minha mudou de cidade, já formada, para trabalhar. Ela me dizia o quanto sentia-se só, e como era difícil fazer amizades. Ela sempre foi uma pessoa sociável, e eu pensava que aquilo era resistência à cidade nova, ao emprego novo, enfim, à vida adulta, mas eu ainda estava na faculdade e não compreendia.

Depois de formada, empregada, eu vejo o quanto é difícil fazer novas amizades. Conheci pessoas de quem gosto muito. Mas mesmo assim, alguma coisa nessas amizades é diferente. Talvez seja pela sutileza que você aprende a ter, pelo medo de ser indelicado, invasivo. É engraçado como depois que a gente cresce fica mais difícil se tornar melhor amigo dos outros, amar de paixão, e desamar com a mesma paixão. É bem adolescente isso e não posso dizer que essa fase eu não tive.

No trabalho é a mesma coisa, conheci pessoas realmente ótimas, algumas que certamente eu passaria horas conversando e tomando uma cerveja. Mas algo que não sei o que impede que eu faça as perguntas certas, ou dê um abraço quando a pessoa parece precisar. E eu adoro conhecer as pessoas, fazer as perguntas e convidar pra tomar cerveja.

Outro dia, conversando com uma amiga da faculdade ela me dizia que apesar de sair com outras meninas, com a nossa turma era melhor. Eu digo que era bem diferente e que faz falta. Mas ao mesmo tempo, aquelas meninas não existem mais porque tiveram que crescer, e eu não sei se seria divertido em um fim de semana, ou se levaria alguns dias para nos acostumarmos novamente umas às outras. As coisas mudam e isso não precisa ser ruim.

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