a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Sobre a primeira noite depois que eu me despeço dele

A primeira noite depois que eu me despeço dele novamente é de silêncio. Um silêncio louco, latente, que fica gritando dentro de mim. Normalmente, nessa noite, por maior que seja o sono, demoro a dormir. Não consigo pensar em outras coisas, conforme ele me aconselha, nem fingir que nos encontraremos na próxima semana, como uma vez ele me ensinou. Não adianta, a primeira noite depois que eu me despeço é de angústia.

Mas já não foram tantas despedidas? Já não nos acostumamos com a saudade, com a falta que o outro faz no cotidiano, nas risadas pelas bobagens da vida? Nunca. Talvez a graça do nosso relacionamento esteja justamente aí. Não nos acostumamos à falta e por isso continuamos nessa busca incessante pela presença.

Hoje já não me deixo enganar pela distância dos quilômetros, apesar de justamente essa ser a que espanta aqueles que não me conhecem, ou que não o conhecem. Dessa distância que se resolve assim por ar e por terra eu não tenho medo. O que me apavora é a distância entre dois corações, entre dois sentimentos. E essa, nunca existiu. Digam o que quiserem, pensem o que pensarem. Nos últimos quatro anos, essa nunca existiu. Eu e ele sabemos disso. E isso basta.

Tenho ouvido frases parecidas com "nunca entendi seu relacionamento", como se relacionamentos fossem passíveis de compreensão. Nunca entendi como o Universo se formou, no entanto, aqui estamos todos nós.

Na primeira noite depois que eu me despeço dele o silêncio vem para fazer gritar essa dor que de tão crônica, tornou-se hábito. Nessa primeira noite é quando eu me faço aquela pergunta mesquinha: Será que tudo isso vale a pena? E ainda nessa noite, quando eu fecho os olhos e lembro de como ele me olhou enquanto o ônibus ia embora, vem a resposta: Vale.

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