a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  sábado, 15 de agosto de 2009
Sobre emoção

Hoje senti vontade de chorar. O meu trabalho não é fácil, a doença mental. Não é fácil. Mas a vontade de chorar não teve a ver com a pena que a gente sente devido ao próprio despreparo ou medo de um dia sucumbir a um mundo "alternativo" diante das dificuldades da vida.

A emoção que tomou conta de mim hoje tem ver com o contrário disso. Foi uma sensação boa, essa que sentimos quando gostamos o suficiente de uma pessoa para orgulharmo-nos da capacidade dela. O que me deixou mais feliz foi perceber que o que eu senti, teria sentido por qualquer pessoa na mesma situação.

Um paciente que me questionou sobre a cura, que sentia-se desenganado, que havia perdido as esperanças retomou pelo menos parte da autonomia necessária a encarar o mundo e assumir o próprio desejo. Uma pessoa com auto-estima o suficiente para admirar suas próprias qualidades.

Nunca gostei de Raul Seixas e nunca prestei atenção à letra da mais famosa música dele, mas hoje, quando esse rapaz pegou o violão, começou a tocar e cantar, ouvi e entendi o quanto essa canção é bonita e o quanto foi importante pra ele. Nessa hora se formou aquele nó na garganta, que tive que engolir porque estava trabalhando, mas que me fez pensar o dia inteiro a respeito.

No fim, a música diz muito do que eu falo lá, apesar de usar outras palavras, porque louco, pirado, maluco, e fora da casinha a gente não pode falar. No fim, estamos todos nos controlando para sermos normais, controlando a maluquez misturada à lucidez. Só que alguns conseguem fazer essa mistura melhor do que os outros e são considerados sãos.

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