a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  domingo, 14 de junho de 2009
Sobre os momentos de lazer

Sempre dei valor aos meus momentos de lazer. Eles se resumem a coisas muito pequenas e fáceis. Claro que eu gosto de viajar e gasto meu dinheiro com isso, mas os momentos de lazer que eu falo agora são esses que custam pouco e que exigem apenas que você se sinta merecedor deles.

No feriado, eu trabalhei de manhã e dormi a tarde toda. Quando dormir vira lazer, é porque você tem feito coisas demais. Mais tarde dediquei meu momento de lazer para a quinta temporada de Desperate Housewives. Na sexta fui com uma amiga assistir "Anjos e Demônios" bem no dia dos namorados. Estávamos nós duas e uns 60 casais.

Ontem eu fui convocada - sintam o peso dessa palavra - para jantar com as minhas amigas. Foi ótimo. A comida tava muito boa e sempre é bom encontrá-las. É divertido porque é leve. É engraçado que todas as vezes que elas me encontram no msn, ou quando elas me ligam no celular, antes de perguntar se está tudo bem, elas querem saber onde eu estou. Pelo menos agora, eu estou aqui todos os fins de semana e isso de sair pra jantar, ir ao cinema e ir ao um bar, desde sempre faz parte dos meus programas favoritos.

Mas existe um momento, uma hora que eu tento desligar de tudo: das obrigações, dos compromissos, dos prazos, dos pacientes, dos alunos, dos colegas, dos professores, da família, enfim, de tudo o que cerca a minha vida. E eu faço isso justamente pra não enlouquecer. Esse momento é quando eu entro no ônibus pra viajar. Não adianta estudar, não adianta assistir os filmes toscos e dublados que passam. O que adianta mesmo é ligar o mp3 e ouvir música. E até conseguir dormir, é isso que eu faço durante a viagem. É quando eu posso desacelerar porque não mais nada que eu possa fazer, não tem problema que possa ser resolvido, crise solucionada, enfim.

E quando eu chego em São Paulo, durante todo o caminho eu escuto música e não é tão ruim pegar o trem cheio demais. E quando eu chego na USP e preciso andar por 15 minutos até o bolsão da Psicologia, eu canto e nem ligo se alguém vai me achar idiota ou louca. Esse ano eu aprendi, e descobri o quanto é mais fácil do que eu pensava, a deixar de me preocupar com o que eu não posso resolver na hora, e isso fez muita diferença.

Funciona mais ou menos assim, eu estou resolvendo um problema x e o problema y vem à minha cabeça. Aí uma voz, a mesma que sempre cobrou que eu fizesse as coisas todas na hora e de maneira perfeita, fala assim: "Não adianta se preocupar, você não vai poder resolver agora". E aí o problema y é colocado numa gaveta e deixado pra depois. O que será que mudou? Eu não sei bem, mas faz muita diferença.

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