a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  sábado, 7 de março de 2009
Sobre a piazada

"A piazada" são os dois cachorros da minha vizinha. Eles não têm nome, mas e por isso são "A piazada". Para quem não conhece o termo, piazada é a mesma coisa que gurizada, meninada, garotada. Ou seja, é o coletivo de piá, uma expressão bem sulista. Eu ouvi uma vez que piá é um termo indígena que significa "meu coração" e que era assim que as mães índias referiam-se às crianças.

Mas o que vem ao caso é a história da piazada. São dois cachorros vira-latas desses bem pequenos e com a maior cara de maloqueiros. Estão sempre correndo juntos pra lá e pra cá, sempre tentando escapar do terreno da casa onde eles vivem e latindo para todo mundo que passa, além de serem extremamente desobedientes. A dona deles vive viajando e passa muito tempo fora. Eles ficam em casa e minha mãe, que além de vizinha é amiga dela, cuida da piazada.

Ela não acha nada demais fazer isso por eles. Quando meus cachorros eram vivos, essa vizinha também vinha aqui em casa de vez em quando dar comida pra eles quando a gente viajava. Além disso, a minha mãe gosta de cuidar dos outros e sempre cuidou muito bem dos cachorros, tanto é que, quando ela viajava, nenhum dos nossos dois comia direito, ficavam realmente deprimidos.

Eu sinto falta de ter um cachorro aqui em casa, mas ao mesmo tempo, sei que se tiver, não vou dar a atenção que um cachorro merece. Mas sei que meus cachorros, especialmente a Babalu, que morreu em novembro, faz muita falta pra minha mãe. Um dia antes de ela ir embora pra sempre, ficou o dia todinho ao lado dela, enquando ela cortava a grama. Eu fico triste quando lembro disso. Acho que nunca mais vou encontrar um cachorro como os meus. E talvez por isso, seja mais fácil acostumar com a idéia de não ter nenhum. Enquanto isso, quando dá, eu fico observando a piazada, correndo e se divertindo como loucos.

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