a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  sexta-feira, 13 de março de 2009
Sobre aquilo que não foi dito

É muito doloroso lidar com o que não foi dito. É porque o não dito é a parte que te atinge num nível tão mais profundo e de uma forma tão mais intensa...

Quando eu era mais nova, eu deixava de dizer muitas das coisas que eu pensava e sentia e o sofrimento era grande. Pode ter sido pela necessidade de agradar, de evitar o confronto, de manter as amizades sem conflitos. O fato é que muitos sapos foram engolidos. Desnecessariamente.

Hoje eu procuro falar o que eu sinto no tempo certo, evito crises assim. Essa semana fui meio direta num desses ataques de sinceridade e percebi que magoei alguém, e aí tentei consertar, acho que consegui. Sabe quando as pessoas não fazem uma coisa por mal, mas por razões muito pessoais, e você, cheio de padrões de julgamento, coloca ela numa corte marcial? Eu fiz isso, mas percebi em tempo.

Levar as coisas à ferro e à fogo é muito inquisitivo. E pior, você acaba se magoando e magoando mais. Eu tenho amigos de anos, amigos que não moram na mesma cidade que eu, amigos com quem eu converso no msn quando sinto vontade, deixo um scrap quando sinto saudades. Pessoas que eu posso ficar anos (literalmente) sem conversar, meses sem encontrar e trocar qualquer confidência da minha vida, mas quando encontro só resta o espaço pro interesse, pro querer saber como andam as coisas, porque afinal de contas, todo mundo toca sua vida.

São pessoas que já puderam contar muito comigo e vice-versa. Pessoas que passaram junto de mim fases das melhores, que me conheceram de um jeito e agora me encontram de outro e, apesar disso ou por causa disso, continuam a gostar de mim.

Nunca sobra espaço para cobranças. Porque se é nesse momento que nós estamos juntos, é porque esse é o tempo em que os dois desejos de estar juntos coincidiram. E em vez de perder tempo com mágoas desnecessárias, é tão melhor tentar se atualizar da vida do outro, saber a quantas anda o enredo da história dele.

É uma pena que nem sempre as coisas aconteçam dessa forma. É uma pena que as pessoas percam tempo com ressentimentos, quando poderiam falar mais abertamente sobre eles, colocar as coisas em pratos limpos e tocar a vida pra frente. É uma pena quando o amor substituído pela frieza e hostilidade.

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