a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Sobre Machu Picchu



Sobre algumas coisas, ou eu escrevo logo, ou elas perdem a validade. Uma delas é falar sobre viagens. Hoje faz três dias que eu voltei da minha e ainda não sei exatamente o que contar porque parece que tudo vai parecer medíocre.

Eu confesso que a princípio, ir para Machu Picchu me preocupava. Eu achava que o tempo e o dinheiro eram curtos, que o momento atual só favorece viagens para americanos e europeus. Mas eu tenho um namorado cuja impulsividade e obstinação ao mesmo tempo que me exasperam, são motivos de admiração. Ele me convenceu, eu juntei todo o dinheiro que pude e fui. Espero que ele continue a querer a minha companhia para as próximas viagens, apesar das maluquices que, como postei anteriormente, só mulheres podem ter.

Depois de viagens cansativas, ônibus fedorentos (e até pulguentos), eu tenho muitas histórias para contar. Como a que ele me enfiou em um ônibus do nível do que mulher de Babel leva um tiro, lembram? Ou quando tivemos que dormir em uma hospedaria que eu nunca pensei que teria coragem de entrar. Teve também o dia que chegamos em cima da hora para atravessar a fronteira entre Peru e Bolívia, conseguimos fazer tudo e rachamos um táxi com mais 4 pessoas e o motorista até La Paz (dois dos 6 passageiros foram durante uma hora e meia sentados no porta-malas do carro). Tudo isso, acompanhado de um monte de risadas, ao menos quando tudo acabava bem. E no fim, tudo sempre acabou bem.

Tudo o que nós queríamos era estar em Machu Picchu, no dia 29/12, aniversário do João. Qualquer coisa que eu fale soa pequeno perto do que eu senti quando estive naquele lugar. Visitar o que os Incas construíram foi maravilhoso. Mas Machu Picchu é a Obra Prima. É sentir vontade de sentar no chão, ficar olhando e tentar imaginar quem eram, o que faziam, como viviam e como sentiam aquelas pessoas.

São tantas as perguntas que vêm à mente diante de tanta beleza e perfeição que até hoje nenhuma foto pôde registrar. Eu pareço chata quando digo que não penso em conhecer a Disney, pelo menos, não enquanto eu não tiver conhecido o resto do mundo, mas é que esse é o tipo de coisa que sempre vai existir seja lá como for.

Mas a demonstração da sabedoria humana, quando ela respeita a natureza, suas exigências e seus limites, essa, eu não sei se meus filhos poderão ver de perto um dia. Por isso, eu só posso dizer que recomendo: dá pra se sentir em paz e em estado de caos ao mesmo tempo, quase como estar apaixonado. Há montanha russa que cause isso?


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