a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  sábado, 17 de janeiro de 2009
Sobre Benjamin Button


2008 foi um ano em que poucas vezes esperei para ir ao cinema. Em 2007, quando assisti "Pecados Íntimos" , sabia que demoraria um tempo antes que outro conseguisse despertar em mim uma sensação parecida: aquela sensação de humanidade.

"Ensaio sobre a cegueira" conseguiu, mas "O curioso caso de Benjamin Button" mexeu com alguma coisa que fica quieta quando eu passo muito tempo trabalhando, estudando, ficando perto das pessoas que gosto.

Eu já disse que realmente valorizo um momento de solidão. Acho que fica mais fácil apreciar isso do que para quem é efetivamente só. Como quem saboreia uma comida muito gostosa depois de um dia cheio. O sabor deve ser diferente daquele que sente quem não sabe quando vai ter a próxima refeição. Sempre pensei que quem passa fome, não sabe realmente que gosto tem a comida. Já repararam na voracidade? É a necessidade de encher o estômago que fala alto. Grita, aliás.

A solidão parece com a fome nesses aspectos. Somente a aprecia aquele que sabe que possui alguém para compartilhá-la, até porque, mesmo rodeados por pessoas, na beleza dos nossos sentimentos e das nossas mais graves angústias, somos eternamente sós. Impossível descrever esse tipo de coisa e é isso que eu chamo de solidão.

Quem por alguma razão é diferente começa a sentir muito cedo a solidão. No filme, há um momento em que um dos personagens fala que quando a pessoa é muito gorda, muito magra, ou diferente de qualquer outra maneira, é mais só do que as outras. Eu que já fui diferente sei o que é querer esconder-se dentro de si para não ter que ouvir algumas coisas que realmente machucam.

Por sorte, e também graças ao fato de, apesar das diferenças, alguma coisa em mim ainda conseguir chamar os outros para mais perto, quando eu cresci, consegui entender melhor que as pessoas gostam de apontar as diferenças alheias e ficar mais confortáveis na própria normalidade.

Eu fico contente por não mais sentir essa necessidade, essa de me adequar. Fico feliz em conseguir ter visto a beleza em mim, nas suas mais variadas formas, e a beleza nos outros do mesmo jeito. Conseguir enxergar essa beleza é o que nos faz aceitar certas anomalias e nos faz capaz de amar alguém por mais "estranho" que seja.

Acho que quem vê isso é quem entende o que é a solidão de uma multidão. E quando somos normais demais essa é uma habilidade que fica prejudicada.

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