a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Sobre fazer as coisas

Quando eu era criança, destruía camisetas e fronhas de travesseiros para fabricar roupinhas para as minhas bonecas, cobertores, colchas para berços improvisados. Não ficavam nenhuma perfeição. Aqueles pontos enormes, os cortes tortos (estes ainda continuam) e um resultado que ficava minimamente desejável. Eu eu sempre ia mostrar toda orgulhosa: "Olha o que eu fiz!"

Era a mesma coisa em relação aos meus trabalhos de artes que sempre foram bem medíocres. Nunca soube desenhar ou pintar direito. Ainda não sei. Quando aprendi a bordar, medo de olhar atrás, afinal, alguém poderia se perder no meio daquela imensidão de fios e nós. Com o tempo eu desenvolvi minhas técnicas e hoje faço direitinho. Recentemente aprendi um jeito mais fácil. E não sou teimosa o suficiente pra continuar usando a minha técnica.

Eu tenho ainda muita vontade de fazer as coisas. Eu gosto de deixar elas bonitas, arrumar os ambientes, fazer as coisas combinarem. Quando eu era criança, fiquei encantada com o quarto que minha mãe arrumou para mim e para a minha irmã. Pouco antes, nós havíamos ganhado de presente o quarto da Barbie. E lembro de ter dito aquele dia: "Nosso quarto é mais bonito que o da Barbie".

Esse ano, eu fiz meu quarto novo a partir de uma luminária que comprei. Achei tão bonita e queria ter. Mas as outras coisas precisavam seguir o mesmo estilo, e seguiram. Não gastei muito dinheiro. Não mesmo. Achei muito legal pintar paredes. Queria fazer isso com cada cômodo da casa. Uma coisa é certa: As coisas não precisam ser novas e nem seguir as linhas modernas para combinarem e ficarem bonitas. Se você souber combinar e aproveitar o que tem, pode deixar um lugar muito agradável e com cara de que alguém passou por ali.

Estamos cercados pela moda. Eu me irrito um pouco com isso. As pessoas não usam a moda a seu favor, elas simplesmente compram. Não criam nada para si, não fazem experiências. Vão comprando a vestindo, vestindo e comprando. E os resultados costumam ser desastrosos. Tentativas frustradas de parecer alguém diferente. Meio triste, meio patético.

Eu ainda não sei fazer roupas. Ainda. Mas fiquei feliz por aprender a fazer pequenas coisas que vou dar de presente de natal esse ano. Comprar o tecido, combinar as estampas, cortar - essa parte ainda me bato - e costurar. O resultado é sempre alguma coisa bonita. Não é perfeito. Eu sou uma iniciante. Existem falhas. Mas é por isso que eu faço para dar de presente e não para vender, porque quando a gente gosta de alguém, gosta com defeitos e tudo. Com presentes é a mesma coisa: se alguém que você ama fez, você nem vai ver as pequenas falhas. E se ver, não vai ligar, porque sente o carinho que existe ali.

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