a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Sobre ouvir a conversa dos outros

Desde que descobri uma van que liga a Vila Madalena à Barra Funda, minha vida melhorou! Pode parecer exagero mas não é: pequenas coisas que a gente muda num cotidiano podem ajudar muito na qualidade de vida, no bom humor, na correria. Ninguém, eu repito, NINGUÉM merece usar o metrô às 18h. Se bem que eu bem que poderia fazer uma lista de algumas pessoas detestáveis que mereceriam. Mas não desejo esse tipo de coisa nem para o meu pior inimigo.

A parte boa da van é que todos vão sentados. Hoje eu vim o trajeto todo ouvindo a conversa de um cara ao celular. Não que eu seja curiosa (eu sou muito), mas numa van, fica difícil não ouvir, e eu tava sem meu mp3. O fato é que o uma mulher X ligou para ele. E aparentemente eles se conhecem pela internet. Mas ele não sabe como ela se parece e ficou perguntando coisas como: "Qual a cor da sua pele?", "Seu bumbum é grande?", "Quanto você calça?".

Interessante foi quando ele perguntou a altura. Ela respondeu e ele disse, "Ah, a altura da minha mãe, tá mais que perfeito". Alguns minutos depois, ela deve ter perguntado se ele gostava de animais. Ele disse que não tinha nada contra, mas que não criava porque eles morrem e a gente fica depressivo, além do mais, ele não pára em casa e não deixaria para a mãe dele cuidar, porque dá muito trabalho, logo, ele mora com a mãe. Beleza, mas enfim, a moça deve ter falado alguma coisa sobre a gente se apegar às pessoas mesmo que elas vão morrer. Eu deduzi isso porque ele respondeu assim: "Mas eu vou morrer antes da minha mãe, não vou aguentar perder ela não".

Depois da história da altura, dos animais de estimação e de ele querer morrer antes da mãe porque não vai aguentar, eu só teria duas coisas a dizer. A primeira é um clichê dos mais banais: Freud explica. O segundo é um conselho para a moça: Corra enquanto é tempo.

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