a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Sobre um ano bem difícil

"Il faut toujours attendre que le sucre fonde"

Eu não fazia idéia de que essa história de formatura era assim, tão difícil. Hoje eu penso que deveria ter me preparado melhor para isso, e ao mesmo tempo, me pergunto se existe um jeito de se preparar para uma separação como essa.

De uma hora pra outra, todo mundo, mas todo mundo mesmo, pergunta o que você faz, quais são seus planos, enfim, agora que você se formou, como está a vida? Eu descobri que responder que eu faço duas especializações é meio vergonhoso. Porque, por mais que todo mundo se admire e pergunte como eu aguento viajar tanto, todo mundo também pensa que desse jeito, quem tem tempo de trabalhar? Eu percebi isso porque as interjeições mudaram bastante quando eu comecei a dar aula. Aquele "Pois é, tem que continuar estudando mesmo" foi substituído pelo "É isso aí, tem que trabalhar". Na família a coisa é daquele jeito: expectativa disfarçada para não parecer pressão. Eu sei que se eu tivesse fazendo um mestrado, seria outra coisa, por causa da perspectiva que o mestrado oferece. Seria um alívio, mas eu acabei tomando outro rumo, por inúmeros motivos, e não penso nisso, porque agora é preciso terminar o que eu comecei.

No último mês, o ano que tem sido até agora o mais difícil, começou a melhorar, pelo menos, profissionalmente. Afetivamente...Bem, a coisa está indo. Saudade é a palavra que resume tudo muito bem. Contra ela, eu tenho usado muito dois recursos que começamos a aprender quando somos bebês. Primeiro, o que ensina que o fato de que nem todas as pessoas que você ama estarem perto de você, não significa que elas deixaram de existir e de te amar. Segundo, o que ensina a esperar.

O que eu espero? Espero que o que tem que ser aconteça da melhor forma possível. E que eu consiga continuar enxergando o que tem de bonito nas situações. Outro dia, viajando para uma entrevista de trabalho, vi as flores do outro lado da estrada. Na volta, não consegui não parar e pegar um galho. Coloquei ao lado da minha cama e isso me deixou feliz de um jeito que não dá para explicar. Acho que porque eu já sabia, quando peguei as flores, que conseguiria mudar minha vida mais uma vez drasticamente em pouco tempo, e assim, ficar mais perto do que eu queria para mim, quando deixei com tanta tristeza um pedaço do meu coração pra trás.

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