a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Sobre as mulheres

Outro dia, conversando com uma amiga sobre as angústias dos relacionamentos, falei que se reencarnações realmente existirem, na próxima, eu quero nascer homem, tamanha a facilidade que as mulheres têm em dificultar tudo. Quer dizer, a única coisa que fazemos sem conflitos e angústias é justamente complicar a situação. Não quero generalizar nem nada, e se você for dessas mulheres descoladas, me perdoe a impertinência, mas é que, até agora, ainda não conheci nenhuma que efetivamente é descolada, desencanada, racional e prática, um homem de saias, em tempo integral.

Já encontrei algumas que tentaram, é verdade. Eu mesma comecei bem cedo. A primeira vez que tentei agir como homem não devia ter nem quatro anos, cheguei no banheiro, abaixei as calças e tentei fazer xixi em pé. Foi xixi escorrendo para todos os lados, e eu com vergonha de contar pra minha mãe que tinha emporcalhado o banheiro. Quando a gente cresce começa a fazer outras coisas que poderiam ser comparadas à minha fatídica tentativa, a diferença é que elas não aparecem assim tão cuspidamente escarradas.

Teremos que fazer xixi sentadas pro resto da vida, então somos racionais, controlamos emoções, terminamos namoros, casamentos, sustentamos casas, nos tornamos empresárias e temos produções independentes. Mas mesmo assim, fica um ressentimento, uma falta que não dá pra explicar, uma angústia que não tem como nominar.

Só que quando uma mulher se apaixona, ela pode ser foda, linda, perfeita, ainda assim, uma hora ou outra, ela cai de cima do pinto gigante que construiu para si mesma e aí, meu amigo, um abraço! Como é muito difícil de sair por aí explicando como antes você era uma coisa e agora é outra, cheguei à brilhante conclusão, que no fim das contas, talvez seja melhor assumir que, por mais que você tente, na hora de fazer xixi em pé, acontece de não dar certo.

Não sou contra a coisa toda de queimar sutiens e tal, tampouco a favor. O que eu realmente penso que seja o melhor é seguir o desejo. Se esse desejo for ser sucessora de Bill Gates ou ser a própria dona-de-casa dos anos 50, cada um com seus problemas. Mas seja para uma coisa, seja para outra, na hora de se apaixonar, não dá pra abandonar o lado mulherzinha (e nem a dignidade).

Retiro minha declaração sobre preferir nascer homem. Mulheres são muito interessantes em toda a intensidade e falação. Elas sofrem, se divertem, se expõem, se interessam e são interessantes. Toda mulher tem um segredo, desses que só ela sabe. Quem nunca sofreu por amor, uma hora ou outra, sofrerá. Acho linda a maneira com que cada uma sofre. Acho mais lindas ainda, as soluções que grande parte delas encontra para ser feliz. E fico triste quando elas decidem que isso de ser feliz, não foi feito pra elas.

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