a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  terça-feira, 5 de agosto de 2008


Quando eu era mais nova, era cheia de opiniões. Deve ser coisa de adolescente isso. Nessa época eu também tinha certeza que era muito inteligente porque lia 3 livros da Agatha Cristie por semana. Não que hoje eu os jogue na fogueira, eles cumprem o seu papel, prendem a atenção e se a leitura for frequente, ensinam a escrever. Eu aprendi a escrever com a Coleção Vagalume e com a Agatha Cristie. Construção de frases, organização das idéias, ortografia. Muito mais fácil e agradável do que qualquer aula de português que já assisti.

Escrever é quase como escovar os dentes. Se eu não consigo, fico pensando que falta algo. Comecei meu primeiro diário com 9 anos. Parei porque minha irmã do meio (sobrevivi a ela) conseguiu ler e ficou zoando da minha cara por mais ou menos cinco anos. Na sexta série, as redações costumavam ser mais frequentes na escola. Uma professora da época, muito agradável, me disse "Angela, até que enfim você escreveu alguma coisa que preste" (essa mesma senhora aconselhou minha mãe a resolver meus problemas com notas medianas cortando a minha língua). Quando eu tinha uns 16 anos a encontrei na rua e ela me abraçou e disse: "Angela, até hoje eu guardo o seu texto do cachorrinho". Não faço a menor idéia do que escrevi ali mas, aparentemente, um texto sobre um cachorro foi a primeira coisa que escrevi e que chamou a atenção de alguém. Foi nessa época que comecei meu segundo diário.

Hoje eu continuo sendo cheia de opiniões, mas economizo na hora de dizê-las. Acho que quando eu decidi ser professora, foi uma maneira de ter todo o direito de falar muito. É uma forma de ser ouvida e respeitada. Eu gosto muito das duas coisas. Ontem eu passei doze horas preparando aula. E só me dei conta quando minhas costas começaram a doer e eu olhei no relógio. Ser professora pode ser uma sublimação para muitos impulsos. Não é muito difícil ouvir atores falando que são tímidos fora de cena. Com professores costuma ser a mesma coisa, eles também têm público e representam um dos papéis mais irrestíveis da humanidade: o de mestre.

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