a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  terça-feira, 8 de julho de 2008
Sobre Sex and the City

Comecei a assistir Sex and the City no natal do ano passado, quando a minha irmã ganhou todas as temporadas. Quando ela começou a assistir (em 1999), eu tinha uns 14 pra 15 anos. Acho que hoje em dia, meninas dessa idade até gostam da série. Mas eu era realmente uma pirralha e gostava de coisas de pirralha. Vivia entre a casa das amigas e a minha, passando pela escola e curso de inglês. Nos fins de semana, precisávamos convencer o irmão mais velho de alguém para assinar de responsável na balada e essa era minha vida.

Gostar de Sex and the City é se identificar. Eu não moro numa grande metrópole, nunca morei. Não me imagino gastando 458 dólares em um sapato, não importa quão maravilhoso ele seja. Não faço a menor idéia de quanto custa um vestido de noite da Dior, apesar de ter me apaixonado por um que vi na internet no ano passado (queria fazer um igual, mas nenhuma costureira se aventurou comigo). Também não penso ser possível comprar essas coisas tendo como renda o salário por uma coluna semanal e os direitos autorais de um livro que é compilação dessas colunas.

Mas preciso dizer: acho chato demais as pessoas que não gostam usarem estes argumentos. Porque eles são detalhes, formam o cenário, o pano de fundo de uma coisa muito mais bonita e muito mais fácil de se identificar. De fato, duvido que um dia eu calçarei um Manolo ou comprarei o vestido de noiva maravilhoso do Christian Lacroix que eu vi no filme, mas tenho amigas que se transfomaram na minha família e eu já me apaixonei.

As duas coisas aconteceram em Maringá. Sempre tive, e tenho a sorte de ainda ter, amigas maravilhosas na minha cidade. A maioria eu conheço desde que éramos criancinhas e me considero privilegiada por isso. Mas, quando você sai de casa, aprende a confiar, contar, amar e se preocupar com pessoas que, muitas vezes, foram criadas de uma forma diferente, andavam com gente que talvez você não cogitaria gostar, e mesmo assim, alguma coisa faz com que vocês formem algo: uma amizade pra vida toda. Esse ano, tive pelo menos duas despedidas importantes: a primeira, das minhas amigas, com a formatura; a segunda, do meu namorado, quando eu decidi seguir um caminho diferente do dele. As duas foram dolorosas. Explico porquê.

Conheci durante a faculdade essas meninas tão queridas. Meninas que cresceram e mudaram junto comigo nesses anos, que foram companheiras para tudo. Passando por porres e bebedeiras, colos e abraços apertados, cafés e pães de queijo, caminhadas em volta do parque, pastéis na feira, colchões no chão, ataques de loucura compartilhados e muita sinceridade. É isso que sustenta as amizades de verdade, sabem? A coragem de dizer coisas que não se escuta de qualquer um. Muitas vezes, são coisas que podem magoar. Mas o que caracteriza a amizade da Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda é justamente a certeza de que não é isso que coloca afetos a perder. Mas a falta disso.

Também nessa época, pela primeira vez me apaixonei por alguém a ponto de pensar que "depois de você, os outros são os outros" (bem piegas). Não sou uma fã de Kid Abelha, mas a música ilustra bem porque o Mr Big é chamado de Mr Big. Claro que vocês podem fazer várias interpretações, algumas até bem safadas, mas a minha essa: Mr Big, porque é the biggest love.

E claro que quem ainda não encontrou o seu, vai pensar que a Carrie é uma idiota de primeira linha. Tanto cara bacana, rico, bonito, cheio de amor pra dar e ela insiste no que não sabe lidar com sentimentos, não quer assumir compromissos e não consegue admitir que ela é the one? Burra, néam?

Que nada. Apaixonada de um desses jeitos que eu sinceramente duvido que aconteça mais de uma vez, quem sabe duas. O problema do Mr. Big é que ele precisa de tempo. Não é uma questão de ficar esperando por essa decisão enquanto a vida passa. Nada disso. Ela não espera. Mas uma questão de perceber o que a própria vida não pára de colocar no seu caminho. Há coisas que têm que ser. Antes que elas sejam, viva, pelo amor de Deus. Porque caso contrário, o arrependimento vai ser inútil.

Se me perguntarem se eu estou contente com o modo como a minha vida se desenrolou até aqui, sem tirar nem pôr, responderia prontamente:

- Abso fuckin lutely

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