a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  domingo, 27 de julho de 2008
Sobre dez coisas que eu odeio em você

De longe o filme que eu mais assisti na minha vida. Quando eu tinha 17 anos, passava na HBO, eu gravei e sempre que estava sem nada pra fazer, o que não era raro, assistia. Outro dia, passou na Globo e eu assisti de novo. Antes de ontem passou na TNT, eu minha irmã e minha sobrinha vimos (é muito engraçado ver a Fernandinha cantando I love you baby). E hoje reprisou e, adivinhem, parei pra ver mais alguns pedaços, porque né?

Por causa de Dez coisas que eu odeio em você eu comecei a ler Simone de Beavoir e Shakespeare. Vão dizer que isso não é uma grande contribuição? Shakespeare não me apaixonou, mas se eu pudesse escolher uma pessoa que não conheci pra conversar, Simone de Beauvoir, seria a primeira da lista.

Mas a coisa que eu mais gosto no filme (além do Heath Ledger e da trilha sonora) é o poema. Aposto que eu sou capaz de fazer uma lista com dez coisas que eu odeio em cada pessoa que eu amo. Em algumas delas, eu poderia fazer uma bem maior. Mas todo mundo sabe que onde há ódio, há amor. Quando a gente se apaixona, não consegue enxergar essas coisas, só quando a empolgação diminui. Mas é engraçado quando você começa a prestar atenção nos defeitos antes de amar.

Quando conheci o meu namorado eu achei ele o cara mais esquisito do mundo e procurei manter uma certa distância. Até hoje não sei exatamente o quê, em um dia específico, me fez deixar de lado esse fato e ficar com ele. O palpite é que eu estava decidida a me apaixonar, coisa que nunca tinha acontecido de verdade e, aos vinte e poucos anos, faz falta.

Uma megera domada não é a definição que muitas gostariam de ter. Quem não me conhece direito, e por isso nunca conseguiu me domar, pensa que eu sou uma infamous bitch. Grosseira, antipática, de poucas palavras (doce ilusão), fechada e teimosa são alguns dos adjetivos pelos quais já soube ter sido chamada. Numa moldura clara e simples não sou aquilo que se vê.

Minha família me domou há tempos. Minhas amigas todas me colocam no bolso. Meus sobrinhos eu nem preciso falar. Meu namorado descobriu como em uma semana. E se eu fosse emprestar da Kat o poema para dar de presente a ele, só mudaria your big dumb combat boats por your all star's (sempre afirmei que preferia os vans):


I hate the way you talk to me
and the way you cut your hair.
I hate the way you drive my car,
I hate it when you stare.

I hate your big dumb combat boats,
and the way you read my mind.
I hate you so much, that it makes me sick,
And even makes me rhyme.
I hate the way you are always right.
I hate it when you lie.
I hate it when you make me laugh,
even worse when you make me cry.
I hate it when you are not around,
and the fact that you didn't call.

E a parte mais importante, tcharaaaam:

But mostly, I hate the way I don't hate you,

not even close,
not even a little bit,
not even at all.

PS: Liguei para ele quando eu tava terminando de escrever, ele tava indo pra balada, e perguntou se eu estava escrevendo sobre "como fazer a sua namorada te odiar em um fim de semana". Achei engraçado, mas nada surpreendente o fato de ele quase ter adivinhado o tema do post.

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