a dona desse blog
é de uma teimosia absurda. além de ser psicóloga, é leitora, aspirante à escritora, filha, irmã, tia e amiga, é indecisa por natureza, não sabe fazer planos e deixa sua vida ser dominada por uma ansiedade que ela sempre achou que disfarçava bem. acha que todo dia é ideal pra questionar se suas ações estão certas, se está sendo justa consigo, se faz o que gosta (e por enquanto faz). é uma dessas pessoas que gosta da solidão da própria companhia mas não dispensa uma cervejinha com aquelas pessoas que sabem conversar, de preferência em um boteco bem boteco, porque estes servem as mais geladas.

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  quarta-feira, 2 de julho de 2008
1 Sobre as origens.

Não às minhas, mas às do blog. Aconteceu mais ou menos assim:

Há três anos tenho um live journal. Gosto muito dele, mas as coisas começaram a mudar. As pessoas de sempre pararam de escrever e outras começaram. Tudo ótimo, não fosse o fato de que eu tenho quase 24 anos e comecei e me sentir uma tiazona no meio das festas e bebedeiras do pessoal mais novo. Se eu não gostasse de acompanhar, não leria, não comentaria, mas já passei por essa fase - e passei com propriedade, as histórias são várias e memoráveis - mas me sinto velha, especialmente quando me pego fazendo comentários do tipo eu já passei por isso. Comecei então a pensar em ter um blog que meus amigos que não tem lj possam ler.

Não que eu vá deixar o pride can hurt de lado (é o nome do meu lj), afinal, eu não preciso de mais uma despedida dolorosa esse ano. Mas gosto de começar coisas novas, até porquê, depois de três anos escrevendo, aprendi a lidar com esse meu orgulho que machuca e hoje ele não me controla mais.

Já terminei o colégio, passei no vestibular, não gostei do curso, fiz cursinho, passei no vestibular outra vez, fiz faculdade e me formei. Entre cada um desses acontecimentos desenrolaram-se muitas histórias, cada uma com personagens que são, na minha opinião, os melhores, tenham desepenhado eles papéis de amigos, inimigos, ou as duas coisas. E isso leva-me a contar o porquê do nome "Tem que ser".

Pareço uma adolescente sonhadora e poderia ser aconselhada a parar por aqui. Mas essa é uma das minhas marcas registradas (e tenho dito). Gostar de mim é amar o fato de que por mais ferrada que eu esteja, eu vou procurar o lado bom da situação, nem que seja o crescimento que isso me proporcione (o ângulo mais bonito). Sonhadora eu sou desde criança e nem os estágios mais avançados do meu mau humor adolescente conseguiram arrancar isso de mim. Muita coisa nessa vida tem que ser. Muita coisa na minha simplesmente é.

E alguém vai dizer que se eu tivesse escolhido Psicologia desde o começo as coisas hoje não estariam completamente diferentes? Em primeiro lugar, eu não teria escolhido UEM. UEL e UFPR eram as opções. E isso significaria rebobinar a fita (porque eu sou desse tempo) e reinventar uma vida. Que difícil! Acredito no es muss sein, no tem que ser, acredito que as pessoas se encontram, se amam, se odeiam, tornam-se indiferentes umas às outras porque a alma de uma, fala com a alma da outra. É aí eu chego na parte em que eu conto que, além de psicóloga (o que já provoca reações interessantes), eu gosto mesmo é de psicanálise e por isso do determinismo inconsciente.

Isso não significa que eu pense que não exista liberdade e autonomia. Sartre dizia que uma coisa é o que fizeram com você. E outra, é o que você fez com o que fizeram com você. Por isso, apesar de eu ter certeza que existem razões muito anteriores levaram à criação desse blog, sou eu quem decide o que vai ser feito com as histórias que colocarei nele. Ele se trata disso: do es muss sein, do que tem que ser, seja lá porquê.

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